Justiça mantém prisão preventiva de professor suspeito de pedofilia em Murici
Medida foi confirmada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (17)
O professor suspeito de crimes de abuso sexual contra estudantes menores de idade no município de Murici teve a prisão mantida após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). A medida foi confirmada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (17), após manifestação do órgão ministerial pela continuidade da prisão.
De acordo com os elementos reunidos na investigação, o suspeito teria se aproveitado da condição de educador da rede municipal para se aproximar das meninas, todas menores de idade, praticando, em tese, o crime de estupro de vulnerável. As apurações tiveram início a partir de denúncias feitas ao Ministério Público, posteriormente reforçadas pelos relatos de duas garotas e diligências realizadas pelas forças de segurança.
Diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração das condutas, o Ministério Público requereu a prisão temporária do investigado, além de medidas de busca e apreensão para coleta de provas. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, permitindo o avanço das investigações.
A atuação é resultado de uma operação conjunta entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição criminal, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado para apurar denúncias graves envolvendo supostas vítimas em situação de vulnerabilidade.
Manutenção da prisão
Na audiência de custódia, o MPAL sustentou a necessidade de manutenção da prisão como forma de garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar a proteção das supostas vítimas. O entendimento foi acolhido pelo Judiciário, que decidiu manter o investigado custodiado.
As investigações prosseguem. “O Ministério Público reitera que as investigações seguem em andamento no âmbito do PIC, com a adoção de todas as medidas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização do investigado”, informou a promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis.
Para o promotor de Justiça Cyro Blatter, da 39ª Promotoria de Justiça da capital, essa atuação do MPAL “destaca o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, mostrando que a instituição está agindo de forma firme e articulada no enfrentamento a crimes dessa natureza, que exigem resposta rigorosa e célere do sistema de Justiça”.
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