[Vídeo] Período chuvoso favorece aumento de síndromes gripais na capital alagoana
Atendimentos por influenza mais que dobram em UPAs; período chuvoso favorece transmissão
Os casos de gripe voltaram a crescer de forma significativa em Maceió, acendendo um alerta nas unidades de saúde da capital. Dados recentes apontam aumento expressivo nos atendimentos por síndrome gripal nas últimas semanas, especialmente com a chegada do período chuvoso.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Lúcia, os registros de influenza saltaram de 88 para 182 casos — um crescimento superior a 100%. Já na UPA Benedito Bentes,, os atendimentos passaram de 70 para 97. O pico foi registrado em março, com avanço em diversas regiões da cidade.
De acordo com o infectologista Leandro Teitelroit, o cenário exige atenção, mas não é motivo para pânico. “É um tempo de alerta, não de pânico. Houve um aumento nos últimos três meses em relação ao ano passado, principalmente dos casos de influenza. Mas, ao mesmo tempo, não tivemos casos muito graves nem óbitos”, explicou.
Segundo o especialista, o aumento está diretamente ligado ao período chuvoso, quando há maior proximidade entre as pessoas. “No período de chuva, as pessoas ficam mais confinadas, o que favorece a disseminação de infecções virais, principalmente respiratórias.”
A maioria dos casos apresenta sintomas leves e pode ser tratada em casa, especialmente em pessoas sem comorbidades. No entanto, é fundamental ficar atento a sinais de alerta como febre persistente, falta de ar, sonolência excessiva e prostração. “Se esses sintomas aparecerem, é importante procurar atendimento médico, pois pode ser um caso mais sério”, orientou Leandro Teitelroit.
Mesmo em quadros leves, o cuidado com a transmissão é essencial, principalmente para proteger pessoas mais vulneráveis. “Às vezes é necessário ficar em casa e evitar contato com outras pessoas, principalmente idosos ou quem tem doenças que aumentam o risco.”
A vacinação segue como a principal forma de prevenção contra casos graves. A campanha teve início no dia 28 de março e segue em andamento, inicialmente voltada para grupos prioritários, como crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.
“A vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente os casos graves e as internações. Esse é o principal objetivo”, reforçou o infectologista.
Confira a reportagem:
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