Gestores de Alagoas participam de imersão no Rio para aprimorar atenção básica
Comitiva visita unidades de saúde e conhece modelo focado em prevenção e organização do SUS
Dois dias de visitas. Dois dias de intercâmbio, aprendizado e conhecimento sobre o sistema de saúde que mais avançou no Brasil. Assim foi a jornada pela excelência na atenção básica, lançada pelo presidente da Associação dos Municípios Alagoanos- AMA -, Marcelo Beltrão, a partir da experiência do ex secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, que foi um dos palestrantes do Congresso dos municípios.
Prefeitos, secretários e técnicos de Alagoas fizeram uma imersão nas clínicas e hospitais cariocas para entender as estratégias e replicar esse novo conceito de atendimento que aposta na prevenção, cuidado e envolvimento das equipes com a comunidade atendida.
O grupo foi recebido por Daniel Soranz e pelo atual secretário municipal de Saúde do Rio, Rodrigo Prado, dando início a uma intensa programação técnica. A agenda incluiu visitas ao Super Centro Carioca de Vacinação e ao Super Centro Carioca de Saúde, além da Clínica da Família São Sebastião, referências no atendimento primário. A comitiva também conheceu o funcionamento de unidades hospitalares como o Hospital Federal Cardoso Fontes, o Hospital Federal do Andaraí e a Central de Regulação, que organiza o fluxo de atendimentos na rede, em visita guiada pelo sub secretário Daniel da Matta e David Tebaldi, atual coordenador do complexo regulador do Rio.
Durante sua palestra, Daniel Soranz destacou um dos pilares fundamentais da atenção primária: o acesso de primeiro contato. Segundo ele, a qualidade e organização do sistema de saúde começam nesse ponto inicial. “A melhor forma de avaliar isso é perguntar ao cidadão quem ele procura quando está doente. Se ele conhece o nome do médico, da enfermeira ou do agente de saúde, significa que o sistema está organizado. Caso contrário, quando a resposta é uma UPA ou emergência, há falhas na estrutura”, explicou. Ele ressaltou ainda que esse fator é determinante para diferenciar sistemas de saúde organizados daqueles com baixo nível de eficiência — realidade que vem sendo transformada no Rio de Janeiro, mesmo diante da complexidade de uma metrópole.
Representando a AMA, a prefeita de Porto Calvo, Eronita Sposito, destacou a relevância da experiência. “A expectativa é grande e já estamos encantados com o que vimos neste início. O Rio de Janeiro apresenta avanços concretos, com resultados expressivos alcançados pela competência da equipe. Queremos levar o máximo de experiências positivas para Alagoas”, afirmou. Os prefeitos Didi Lopes, de Tanque D’arca, Alexandre Sobreira, de Colônia Leopoldina e Tiago Gomes, de Igreja Nova reconhecem que a Jornada mostrou novas formas de funcionamento da saúde pública, um modelo que eles classificaram como ideal.
“A experiência de estar no Rio, a vivência do Sus, todo o processo executado nos faz voltar a Alagoas com a responsabilidade de replicar o conhecimento recebido de forma tão carinhosa por toda equipe do Rio e da AMA, representada pelos técnicos Aerton Lessa e Enildes Barbosa ”, disse Edijária Camilo, secretária de Saúde de Dois Riachos.
O presidente da AMA, Marcelo Beltrão, ao idealizar a jornada, aposta em um novo tempo para a saúde nos municípios, a exemplo da educação que tem transformado o aprendizado com municípios sendo exemplo de sucesso em todo o país. “Esse é o papel da Entidade. Fortalecer os municípios para que a gestão busque a excelência.”

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