“Governo precisa ‘desenrolar a corda que está no pescoço’ de quem empreende”, diz Francisco Sales
Pré-candidato afirma que programa alivia dívidas, mas não resolve problema estrutural
O programa Desenrola, reeditado pelo governo federal, é bem-vindo, mas o que o governo precisa mesmo é “desenrolar empregos” e “desenrolar a corda que está no pescoço de quem empreende”. A avaliação é do ex-vereador de Maceió e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales, que comentou nesta segunda-feira (4) o lançamento da nova versão da iniciativa.
Empresário do setor supermercadista, responsável por gerar mais de mil empregos diretos, Sales destacou que conhece de perto a realidade de quem tenta empreender no Brasil.
Nascido e criado no bairro do Bebedouro, em Maceió, ele começou a trabalhar ainda jovem como ambulante nas praias da capital, vendendo água mineral e bebidas, e afirma que essa trajetória moldou sua visão sobre economia e geração de renda.
Para ele, embora o Desenrola ajude momentaneamente a aliviar dívidas, o programa atua apenas sobre as consequências do problema. “Toda ação que tire a corda do pescoço do brasileiro é válida. Mas o que está por trás do endividamento é a falta de emprego de qualidade e de renda suficiente. As pessoas não estão conseguindo ganhar o suficiente para viver com dignidade”, afirmou.
Na avaliação do ex-vereador e pré-candidato, é preciso mudar o foco da política econômica. “Não adianta só renegociar dívidas. A renegociação é até importante, mas é um paliativo. É preciso ter políticas que façam com que as pessoas não se superendividem. E a principal política que o governo precisa — e não faz — é focar na redução do desemprego, na geração de oportunidades e em apoiar os empreendedores, micro, pequenos, médios e de outros portes, a gerar mais postos de trabalho. Essa é a verdade. Essa é a única política capaz de trazer crescimento sustentável para o país”, pontuou Sales.
Francisco Sales também chamou atenção para a realidade local. “Em Alagoas, essa situação é ainda mais grave. Em nosso Estado, essa realidade crítica e lamentável é ainda mais brutal. Por isso, é fundamental que governador, secretários, prefeitos, deputados estaduais e federais e senadores estejam verdadeiramente engajados nessa causa, que é a geração de empregos e a criação de condições reais para que os empreendedores possam produzir e contratar mais”, destacou.
Para o pré-candidato, esse é o caminho para resolver o problema na origem. “Isso é atacar o problema na raiz. O resto é paliativo. Não podemos tratar um problema estrutural apenas com medidas emergenciais ou, pior, com ações que muitas vezes têm viés eleitoreiro. O Brasil precisa de seriedade para gerar emprego, renda e dignidade”, concluiu.
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