Criminosos se passam por delegados e ameaçam vítimas para aplicar golpes em Alagoas
Suspeitos usam documentos falsos, vídeos e ameaças de prisão para exigir transferências bancárias
Um golpe aplicado pelas redes sociais tem feito vítimas em Maceió e acendido o alerta das autoridades. Criminosos estão se passando por delegados da Polícia Civil de Santa Catarina para intimidar vítimas e exigir transferências bancárias sob ameaça de prisão.
Segundo o advogado Lucas Santiago, os golpistas utilizam perfis falsos nas redes sociais, geralmente com fotos de pessoas jovens, para iniciar conversas e ganhar a confiança das vítimas.
Após o primeiro contato, a conversa passa para aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. De acordo com o advogado, nesse momento os criminosos já possuem informações pessoais da vítima, como nome, telefone, CPF e até endereço.
Na sequência, os suspeitos entram em contato fingindo ser delegados e afirmam que a pessoa com quem a vítima conversava seria menor de idade. Eles alegam ainda que familiares teriam denunciado um suposto caso de aliciamento de menores.
Em mensagens enviadas às vítimas, os golpistas utilizam tom ameaçador e chegam a citar falsos mandados de prisão.
Para tornar a fraude mais convincente, os criminosos enviam imagens de delegacias, documentos falsificados, vídeos simulando sistemas internos da polícia e fazem ligações insistentes.
Segundo Lucas Santiago, o objetivo é provocar medo e pressão psicológica para forçar pagamentos via Pix. “A vítima se sente coagida e acaba fazendo transferências financeiras para evitar um suposto mandado de prisão”, explicou o advogado.
Ainda de acordo com ele, em muitos casos, as ameaças continuam mesmo após o primeiro pagamento, com novas exigências de dinheiro.
A orientação é que a população desconfie de perfis desconhecidos que iniciam conversas íntimas rapidamente e nunca realize transferências sob ameaças ou pressão.
A polícia também reforça que delegados não entram em contato cobrando dinheiro ou exigindo pagamentos para evitar prisões.
Em caso de suspeita, a recomendação é interromper o contato imediatamente e procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência.
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