Francisco Sales condena possível aumento dos combustíveis: “Daqui a pouco a gasolina chega a R$ 7”
Sales afirmou que, embora exista um cenário internacional de guerra e aumento do petróleo, é obrigação do governo buscar alternativas para proteger a população
O ex-vereador por Maceió, vice-presidente da Associação Alagoana de Supermercados (ASA) e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales criticou duramente nesta quarta-feira (13) a possibilidade de um reajuste de até 15% no preço da gasolina e de outros combustíveis no Brasil.
Sales afirmou que, embora exista um cenário internacional de guerra e aumento do petróleo, é obrigação do governo buscar alternativas para proteger a população e impedir que mais um aumento seja simplesmente despejado “no colo do motorista, do comerciante e do povo brasileiro”.
“O brasileiro já paga uma gasolina caríssima, um diesel absurdo e um etanol que também pesa no bolso. Não dá mais para aceitar aumento atrás de aumento como se isso fosse algo normal. O governo precisa encontrar uma saída e não simplesmente jogar essa bomba em cima de quem trabalha e produz”, afirmou.
Francisco Sales alertou que o reajuste não atinge apenas quem abastece o carro. Segundo ele, o impacto será em cadeia: frete mais caro, mercadoria mais cara e inflação pressionando ainda mais o orçamento das famílias.
“Tudo aumenta. O transporte por aplicativo sofre, o caminhoneiro sofre, o comerciante sofre e o consumidor vê o resultado direto na gôndola do supermercado. O empresário vai pagar mais caro pelo frete e inevitavelmente terá que repassar esse custo. Isso gera uma carestia generalizada”, disse.
O pré-candidato também criticou a declaração da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que afirmou que o reajuste da gasolina “vai acontecer já já”.
“Isso não é postura de presidente de uma estatal do tamanho da Petrobras. Esse ‘já já’ soa como deboche com quem está sofrendo para abastecer um carro, uma moto ou manter um pequeno negócio funcionando. Parece escárnio”, criticou Sales.
Para Francisco Sales, um aumento próximo de 15% seria “inaceitável” e pode provocar um novo sufocamento econômico sobre motoristas, comerciantes, trabalhadores autônomos e toda a cadeia produtiva do país.
“Daqui a pouco a gasolina está chegando a R$ 7. Que país é esse? Vai asfixiar motorista de aplicativo, caminhoneiro, comerciante, pequenas empresas e a população inteira. O governo precisa agir. Não dá para assistir calado enquanto o custo de vida explode novamente”, concluiu.
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