Áudios mostram Ed Motta xingando barman de ‘retirante’ e ‘babaca’
Ed Motta causou confunsão em restaurante e feriu barman no Rio de Janeiro
Áudios enviados por Ed Motta a que o RJ2 teve acesso mostram que o cantor, em diferentes ocasiões, xingou o barman do restaurante onde houve uma confusão no último dia 2. Além de “paraíba filha da p*ta”, Ed se referiu ao homem como “retirante” em um áudio de 2025 e “babaca” em outro após a confusão.
O artista dá a entender que a rusga com esse profissional começou no ano passado.
Ed Motta é investigado por injúria por preconceito contra o barman. Ele também falou, como testemunha, no inquérito de lesão corporal, a que amigos que estavam na mesa dele respondem. Nesse processo, Ed deu detalhes sobre a cadeira que arremessou, “sob influência de emoção”.
Nesta terça-feira (12), Ed prestou depoimento na 15ª DP (Gávea). Ele declarou que se sentiu “chateado e desprestigiado” ao ser cobrado pela taxa de rolha no restaurante Grado, negou ter ofendido qualquer funcionário e disse que não teve a “intenção de acertar qualquer pessoa” ao arremessar a cadeira.
Áudio depois da confusão
A TV Globo também teve acesso a uma gravação enviada logo após o episódio da cadeira. “Ele é assim mesmo, ele é um babaca que não responde”, afirmou.
Esse áudio foi enviado por Ed aos sócios do restaurante e está sendo analisado pela polícia.
“Eu tive uma experiência terrível no restaurante. Fiz a reserva de uma mesa, e vocês não me avisaram que teria uma [taxa de] rolha. A gente se conhece há tantos anos. Poxa vida, tem que respirar fundo. E apareceu a rolha.
Eu peço desculpa porque eu joguei uma cadeira, joguei uma cadeira no chão, de ódio, entendeu? Eu fiquei com ódio mortal da rolha que foi cobrada, o desrespeito que foi. A questão é combinar antes.
Hoje eu desci o sarrafo porque um amigo fez uma pergunta pra ele, e ele não respondeu, simplesmente não respondeu. E eu falei: ‘Ele é assim mesmo, ele é um babaca que não responde’. Aí ele soltou o primeiro sorriso.”
A defesa de Ed Motta afirma que esses áudios são "antigos, fora de contexto" e divulgados com o claro objetivo das partes em influenciar a investigação sobre o episódio ocorrido no dia 2 de maio (leia a íntegra da nota mais adiante na reportagem).
Queixa de xenofobia
Um funcionário da casa relatou em depoimento na delegacia que Ed Motta fez ofensas xenofóbicas contra nordestinos. O cantor teria dito ao barman da casa: “Vai tomar no c*, seu filha da p*ta paraíba”, entre outras ofensas. Um relato do funcionário também foi exibido no Fantástico.
Os desentendimentos começaram por causa da cobrança de taxa de rolha da casa. O barman explicou que Ed Motta não costumava pagá-la quando ia sozinho ou somente com a esposa, mas que, como havia mais 6 pessoas na mesa, a taxa foi cobrada, o que deixou o artista descontente. Outros funcionários também corroboraram o relato em depoimentos à polícia.
Um dos homens que estavam com Ed, Nicholas Guedes Coppim, teria perguntado, em tom irônico: “Você gosta de mulher?”, o que deixou o funcionário constrangido.
Nesse momento, Ed teria dito: “Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”. Em seguida, o cantor teria colocado a taça de vinho no balcão e acrescentado: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”, antes de se levantar e dizer: “Cambada de paraíba”. Depois, ainda teria se virado para o funcionário e falado: “Vai tomar no c*, seu filha da p*ta paraíba”.
O que diz a defesa de Ed sobre os áudios
Sobre os áudios veiculados no RJ2 desta terça, a defesa de Ed Motta se pronunciou com a seguinte nota, assinada por Pedro Ivo Velloso, Mariana Beda e Tathiana Costa:
"A defesa de Ed Motta repudia a tentativa de manipulação de narrativa por meio da divulgação de áudios antigos, fora de contexto, com o claro objetivo das partes em influenciar a investigação sobre o episódio ocorrido no dia 2 de maio, em um restaurante no Rio de Janeiro.
Conforme já esclarecido em depoimento, Ed Motta afirma ser absolutamente falsa a acusação de que teria chamado alguém de “Paraíba” naquela noite.
A divulgação de um áudio antigo, privado, gravado em outro contexto e sem qualquer relação com os fatos investigados, apenas evidencia a tentativa de construção artificial de uma versão que jamais ocorreu.
A defesa lamenta o vazamento distorcido e descontextualizado de áudios e reafirma que Ed Motta não agrediu ninguém naquela noite e não possui qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja.
O artista rejeita com veemência a criação de fatos inexistentes e seguirá colaborando com os esclarecimentos necessários perante as autoridades competentes".
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