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Capivara espancada por grupo na Ilha do Governador volta à natureza após dois meses de tratamento

Animal passou dois meses em recuperação veterinária após sofrer traumatismo craniano, perfurações e lesão grave no olho durante ataque

Por G1 21/05/2026 11h11
Capivara espancada por grupo na Ilha do Governador volta à natureza após dois meses de tratamento
Imagens da capivara sendo rlibertada - Foto: Reprodução

A capivara que foi brutalmente agredida por um grupo de homens na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, voltou à natureza nesta quarta-feira (20), após passar cerca de dois meses em tratamento veterinário especializado.

O animal estava internado em uma clínica de recuperação de animais silvestres em Vargem Pequena desde março, quando foi resgatado com traumatismo craniano, lesão grave em um dos olhos e várias perfurações pelo corpo.

Por causa da gravidade dos ferimentos, a capivara não pôde ser devolvida à região onde vivia anteriormente, no Jardim Guanabara.

Segundo moradores, a capivara fazia parte de uma família de animais que circulava havia anos pela região e convivia de forma pacífica com os moradores.

Câmeras flagraram espancamento
Imagens de câmeras de segurança mostraram a capivara caminhando pela rua durante a madrugada daquele dia, quando homens apareceram logo atrás carregando pedaços de pau.

Em outro trecho da gravação, o animal aparece tentando fugir enquanto é perseguido e cercado pelo grupo. A capivara ainda correu por alguns metros, mas caiu depois de ser atingida diversas vezes.

Após o animal cair ferido no chão, os agressores fugiram do local.

Na manhã seguinte, a capivara voltou a ser vista caminhando pelo bairro e acabou se abrigando em um terreno baldio. Agentes da Patrulha Ambiental foram acionados para conter e sedar o animal antes do encaminhamento para atendimento veterinário especializado.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) identificou os envolvidos poucas horas depois do crime. Seis adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos.

Os investigados foram denunciados pelo Ministério Público por maus-tratos com emprego de crueldade.