Saúde

Após morte de Gabriel Ganley médico alerta para o perigo silencioso do uso indevido de insulina no Fisiculturismo

Especialistas alertam para os riscos fatais associados à busca pelo ganho rápido de massa muscular e ao manejo incorreto de substâncias de alto risco.

Por 7SEGUNDOS 24/05/2026 18h06
Após morte de Gabriel Ganley médico alerta para o perigo silencioso do uso indevido de insulina no Fisiculturismo
Médico faz alerta sobre riscos do uso de insulina no fisiculturismo - Foto: Reprodução / Redes Sociais/Vídeo

A busca por resultados estéticos imediatos e o desejo de acelerar o ganho de massa muscular têm levado jovens a cruzar fronteiras perigosas dentro do fisiculturismo. Após a morte precoce do fisiculturista Gabriel Ganley, um médico veio a público por meio das redes sociais para conscientizar os atletas sobre os riscos fatais do uso indevido de insulina — uma prática que, segundo ele, circula de forma equivocada nos vestiários de academias.

De acordo com o especialista, o ganho exagerado de massa muscular em um curto espaço de tempo, como a meta de atingir 20 quilos em apenas um ano, sobrecarrega o organismo de forma drástica. "Seu coração não vai entender essa pressa", ressalta o médico, enfatizando que queimar etapas nesse processo é um dos piores erros que um atleta pode cometer.

O funcionamento e o erro nos bastidores


A insulina atua retirando o açúcar da corrente sanguínea e direcionando-o para o interior das células. No entanto, o uso dessa substância com fins anabólicos esbarra em um erro grave de procedimento e de cronograma. O médico explica que muitos usuários aplicam a insulina pós-treino e aguardam o medicamento "bater" antes de se alimentar.

Esse atraso na reposição de carboidratos, combinado ao fato de que o exercício físico por si só já consome as reservas de açúcar do sangue e do fígado, cria um cenário de extrema vulnerabilidade no organismo. "Esperar para comer e deixar a glicemia despencar sem nada repondo é um erro muito grave", adverte.

O risco da hipoglicemia severa e a parada cardíaca


O maior perigo dessa prática reside na imprevisibilidade do tempo de ação do medicamento no corpo humano, que pode variar significativamente. Sem a quantidade adequada de açúcar disponível, o cérebro — que depende exclusivamente desse nutriente para funcionar e não possui reservas próprias — começa a desligar, afetando também o coração.

A queda abrupta da glicemia associada à desregulação de eletrólitos essenciais, como o potássio, pode levar um coração jovem a quadros severos de arritmia e, consequentemente, a uma parada cardíaca. O médico aponta um agravante: "Se isso acontece dormindo, você não acorda. Sem dor, sem aviso, sem vida."

Os sintomas do colapso

Caso o usuário esteja acordado no momento em que a glicemia despenca, o quadro de hipoglicemia severa desencadeia uma série de reações debilitantes:

* Confusão mental e desorientação.

* Sudorese fria.

* Perda total de coordenação motora.

O aspecto mais dramático apontado pelo especialista é o isolamento em que muitos praticam o ato. Sem ninguém por perto para ajudar e sem forças ou clareza mental para reagir, o indivíduo perde a capacidade de consumir o alimento que poderia salvá-lo.

Um apelo pela vida

O depoimento finaliza esclarecendo que o intuito da mensagem não é julgar ou investigar casos específicos, mas sim exercer o papel preventivo da medicina. "Minha função é alertar vocês sobre o risco, porque pode ser tarde demais. Nenhum resultado vale a sua vida", conclui o médico, reforçando a necessidade urgente de se discutir a segurança e a saúde mental dos jovens diante das pressões estéticas contemporâneas.