Veja como menina, desaparecida há quase cinco anos em Maceió, pode estar hoje
Investigações seguem em andamento com apoio de órgãos nacionais e internacionais
A Polícia Civil de Alagoas divulgou nesta segunda-feira (25) uma nova imagem com progressão de idade de Maria Clara Gomes da Silva, criança desaparecida desde julho de 2021, em Maceió.
A projeção foi produzida em parceria com o Núcleo de Identificação da Polícia Federal em Alagoas e mostra como a menina possivelmente estaria aos 9 anos de idade.
Maria Clara desapareceu quando tinha apenas cinco anos, após sair de casa, no bairro Vergel do Lago, para brincar nas proximidades da residência da família. Desde então, o caso segue sem solução e continua sendo investigado pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, as buscas e diligências foram reforçadas nos últimos meses após a criação da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas da corporação, setor responsável por ampliar as ações voltadas à localização de crianças e adultos desaparecidos em Alagoas.
Entre as medidas adotadas estão o cadastramento do caso no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e a inclusão do material genético dos pais no banco nacional utilizado para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.
As autoridades também passaram a contar com o apoio da ONG “Mães da Sé”, organização conhecida nacionalmente pelo trabalho de auxílio a famílias de desaparecidos. A entidade contribui na divulgação do caso em campanhas e materiais distribuídos em diferentes regiões do país.
Outra iniciativa adotada foi o pedido de inclusão de Maria Clara no Aviso Amarelo da Interpol, mecanismo internacional utilizado para ajudar na localização de crianças e adolescentes desaparecidos em diversos países.
Relembre o caso
Maria Clara foi vista pela última vez no dia 19 de julho de 2021. Segundo relatos da época, ela deixou a casa onde morava, em um beco localizado no Vergel do Lago, afirmando que iria brincar com outra criança em uma rua próxima. Depois disso, não retornou mais.
Durante as investigações, familiares e testemunhas foram ouvidos e equipes realizaram buscas na região. A hipótese de que a menina possa ter sido levada por terceiros passou a ser considerada ainda nos primeiros dias do desaparecimento.
Na ocasião, imagens de câmeras de segurança chegaram a mostrar um homem transportando uma criança em uma bicicleta, mas as informações obtidas não foram suficientes para esclarecer o paradeiro da menina.
Família voltou aos noticiários em 2024
Em novembro do ano de 2024, a família de Maria Clara voltou a ganhar repercussão após o irmão da menina, uma criança de 9 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ser vítima de maus-tratos.
Segundo informações divulgadas pelo Conselho Tutelar à época, o menino sofreu queimaduras na boca provocadas por alimento quente. O caso teria ocorrido após a criança presenciar uma situação envolvendo adultos.
O garoto foi socorrido e encaminhado para atendimento médico pelos conselheiros tutelares. Antes da chegada da polícia, os suspeitos de envolvimento no caso foram agredidos por populares da região.
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