Mulheres são presas suspeitas de desviar cerca de R$ 600 mil de ONG em Maceió
Elas são acusadas de peculato e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, nesta quarta-feira (3), a Operação Sunshine 2, com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca domiciliar contra duas mulheres em Maceió. Elas são acusadas dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro e são suspeitas de desviar cerca de R$ 600 mil de Organização Não-Governamental (ONG).
De acordo com a Polícia Civil, os mandados foram cumpridos nos bairros Poço e Antares, resultando na prisão de duas mulheres, de 53 e 58 anos. Os mandados de prisão, busca e apreensão foram deferidos pelo Juízo da 10ª Vara Criminal da Capital. As investigadas serão submetidas à audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
Segundo o delegado José Carlos Santos, as investigadas exerciam funções de gestão em uma ONG e teriam desviado aproximadamente R$ 600 mil em recursos públicos destinados à execução de serviços assistenciais. Conforme apurado, o valor retirado da conta da entidade foi inicialmente transferido para a conta pessoal de uma das suspeitas e, posteriormente, distribuído para outras contas bancárias.
As investigações apontam ainda que as suspeitas já haviam sido alvo de mandados de busca domiciliar em novembro de 2025. No entanto, após a obtenção de novas provas, a Justiça decretou a prisão preventiva de ambas.
Ainda conforme os elementos reunidos pela PCAL, as investigadas utilizavam uma rede formada por familiares e pessoas próximas para ocultar os valores supostamente desviados e dificultar o rastreamento dos recursos.
Ainda de acordo com as investigações, as suspeitas também são investigadas por fraude processual. Elas teriam apresentado aos investigadores aparelhos celulares de seus netos, como se fossem os dispositivos delas, com o intuito de induzir em erro a investigação e comprometer a apuração dos fatos.
A ação foi realizada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), por meio da Divisão Especial de Combate à Corrupção (Deccor). As investigações foram conduzidas pela Deccor, sob a coordenação dos delegados José Carlos André e Maria Eduarda.
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