Ex-cabo da PM é condenado a 21 anos de prisão pela morte de sargento em Maceió
Crime ocorreu em 1999 e julgamento foi concluído nesta sexta-feira após mais de duas décadas de tramitação
O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Gilmar Galvão da Silva foi condenado a 21 anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte do sargento Osmário Dias Lima Júnior. O julgamento foi concluído nesta sexta-feira (12), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
A sentença foi proferida após o Conselho de Sentença reconhecer a participação do réu no assassinato do militar, ocorrido em dezembro de 1999. Após a votação dos jurados em sala secreta, o juiz Geraldo Cavalcante Amorim anunciou a condenação.
Durante a leitura da sentença, o magistrado se emocionou e citou um trecho da música “Naquela Mesa”, de Nelson Gonçalves.

Após a condenação, o juiz determinou que Gilmar Galvão cumpra a pena em um presídio comum de segurança máxima, separado dos demais detentos por ter integrado a Polícia Militar. O magistrado também comentou o estado de saúde apresentado pelo réu e afirmou que ele terá acompanhamento dentro do sistema prisional.
“Então é isso, senhor Gilmar, o senhor apresentou seu problema de saúde, mas no sistema terá acompanhamento. Se tivesse ido para a reserva ou reforma, iria para o presídio militar, mas como foi expulso, irá para um presídio comum. Longe dos demais presos, até porque, de qualquer forma, o senhor é um ex-policial militar”, declarou Geraldo Amorim.
O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história policial de Alagoas. O sargento Osmário foi sequestrado por homens armados na porta de casa, no Conjunto José Tenório, no bairro da Serraria, em Maceió, no dia 17 de dezembro de 1999. O crime ocorreu na frente da filha da vítima, que era criança na época. O corpo do militar foi encontrado quatro dias depois no município do Pilar.
A filha do sargento, hoje advogada, atuou no julgamento como assistente de acusação ao lado da promotora de Justiça Adilza de Freitas e do advogado Thiago Cavalcante.
Gilmar Galvão é apontado pelas investigações como integrante da chamada “gangue fardada”, grupo formado por policiais acusado de envolvimento em crimes que marcaram Alagoas na década de 1990.
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