Homem preso por atirar em motorista por app já havia sido detido por fingir ser agente de segurança
Na ocasião o suspeito chegou a sacar uma arma durante confusão em um bar, em Maceió
Preso nesta terça-feira (23) por suspeita de tentar matar um motorista por aplicativo após ter uma corrida recusada na Jatiúca, em Maceió, o homem investigado pela Polícia Civil (PC) já havia se envolvido em outros episódios envolvendo armas de fogo e até a falsa identificação como agente de segurança.
Nesta terça-feira (23), ele foi preso novamente durante uma operação que também resultou na apreensão de um arsenal na residência do suspeito, no bairro do Farol. Entre os materiais recolhidos estavam fuzis, pistolas, espingardas, carregadores e munições. Segundo a Polícia Civil, o investigado já havia sido preso anteriormente por porte ilegal de arma de fogo e descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, circunstância que motivou a decretação de sua prisão preventiva.
Em maio deste ano, ele se tornou alvo de investigação após efetuar um disparo contra o veículo de um motorista por aplicativo, na Avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, antiga Amélia Rosa, na Jatiúca. O condutor havia se recusado a realizar uma corrida para um passageiro que apresentava sinais de embriaguez.
Embora ninguém tenha ficado ferido, a perícia apontou que o tiro atravessou a lataria do carro e passou próximo ao local onde o motorista estava sentado, reforçando a tese de tentativa de homicídio. Durante as investigações, o suspeito alegou ter feito apenas um "disparo de advertência", versão rejeitada pelos elementos técnicos reunidos pela polícia.
Além desse episódio, o homem também já havia sido detido em outra ocorrência após sacar uma arma em um bar e se apresentar como integrante das forças de segurança. Na ocasião, ele acabou preso por porte ilegal de arma de fogo.
A Polícia Civil informou que as armas apreendidas nesta terça-feira passarão por perícia para verificar se foram utilizadas em outros crimes. A documentação do arsenal encontrado também será analisada, assim como a possível condição do suspeito como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).
Após ser preso, o investigado foi levado para a sede da DHPP, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para apurar a origem do armamento e possíveis novos desdobramentos envolvendo o suspeito.
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