Política

Cibele Moura alerta para julgamento no TJ que pode prejudicar 158 alunos da Uncisal

Parlamentares defendem a manutenção das vagas de 158 estudantes diante de julgamento sobre a reserva de 10% para alunos alagoanos

Por 7Segundos, com Ascom ALE 25/06/2026 18h06
Cibele Moura alerta para julgamento no TJ que pode prejudicar 158 alunos da Uncisal
Cibele Moura, deputada estadual por Alagoas - Foto: Assessoria

A deputada estadual Cibele Moura (MDB) defendeu, nessa terça-feira (23), a permanência dos 158 estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) que podem ser prejudicados pelo julgamento do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) sobre a lei que concede bonificação de 10% na nota do Enem para candidatos alagoanos.

Durante pronunciamento na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a parlamentar afirmou que uma eventual decisão contrária à legislação poderá resultar na perda das vagas ocupadas pelos estudantes que ingressaram na universidade por meio do benefício. “Amanhã, esses meninos e meninas estão com suas vidas nas mãos de desembargadores”, declarou.

Segundo Cibele Moura, muitos dos estudantes abriram mão de vagas em outras instituições para cursar a Uncisal. Ela destacou ainda que, sem o critério da bonificação regional, apenas seis dos 50 alunos aprovados para o curso de Medicina seriam alagoanos.

“É uma tristeza, porque a Uncisal tem o propósito de formar alagoanos. Alagoas precisa desses profissionais”, afirmou, defendendo que os estudantes que já ingressaram na universidade permaneçam com suas matrículas.

Durante o debate, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) também se posicionou favoravelmente à manutenção da política de bonificação. Segundo ele, medidas semelhantes já são adotadas em outros estados e contribuem para ampliar o acesso de estudantes locais ao ensino superior.

O deputado Delegado Leonam (União Brasil) também defendeu a preservação das matrículas dos alunos. Para ele, caso a lei seja considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, os efeitos da decisão devem ser modulados para evitar prejuízos aos 158 estudantes que ingressaram de boa-fé.