Fatalidade

Mãe e filha morrem por complicações da chikungunya em Alagoas

As vítimas faleceram num intervalo de 34 dias, ambas no HUPAA

Por Alysson Rhomeo* 07/07/2026 11h11 - Atualizado em 07/07/2026 12h12
Mãe e filha morrem por complicações da chikungunya em Alagoas
Mãe e filha morrem no HUPAA - Foto: Reprodução

Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu em 30 de maio. Pouco mais de um mês depois, a filha dela, Crisleine Lins dos Santos, também faleceu, no último dia 4 de julho, após sofrer complicações provocadas pela chikungunya. Ela estava internada desde 23 de junho no Hospital Escola Hélvio Auto.

Segundo o relatório médico, Crisleine deu entrada na unidade com um quadro clínico extremamente grave. A paciente apresentou hipotensão (pressão arterial baixa), infecção bacteriana, falência múltipla de órgãos e infecção por chikungunya. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu.

Mesmo diante da perda de mãe e filha em um intervalo inferior a 40 dias, os familiares afirmam que o objetivo não é atribuir responsabilidade pelo ocorrido, mas alertar a população sobre os riscos da doença e a importância da prevenção.

"Crisleine era uma menina muito animada, muito alegre. Por onde passava fazia festa, tinha amizade em todo canto. Nós estamos aqui não para condenar, nem para procurar um culpado pelo que aconteceu. Estamos aqui para honrar a memória dela e para que outras famílias não passem pelo que a nossa está passando, porque não é fácil perder duas pessoas da mesma família, da mesma casa, em menos de 40 dias", declarou Edberto Junior, primo de Crisleine.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que mantém ações permanentes de combate ao Aedes aegypti, incluindo visitas domiciliares, aplicação de larvicidas e eliminação de possíveis criadouros do mosquito.

Especialistas alertam que, embora a maioria dos casos evolua de forma benigna, a chikungunya pode provocar complicações graves, sobretudo em idosos e pessoas com comorbidades. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), entre 1º de janeiro e 15 de junho deste ano foram contabilizados 467 casos prováveis da doença em Alagoas. Até esse período, não havia registros de mortes confirmadas relacionadas à enfermidade no estado.

*Estagiário do supervisão