Polícia

Corpo de Stephanye Thauany é sepultado em Maceió e família pede Justiça

Sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (14)

Por Maurício Silva 15/07/2026 14h02 - Atualizado em 15/07/2026 15h03
Corpo de Stephanye Thauany é sepultado em Maceió e família pede Justiça
Stephanye Thauany Souza da Silva, de 29 anos - Foto: Arquivo pessoal

O corpo de Stephanye Thauany Souza da Silva, de 29 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (15) sob forte comoção em Maceió e a família clama por Justiça. Ela morreu nesta segunda-feira (13), no Hospital Geral do Estado (HGE), após passar 40 dias internada. Ela foi esfaqueada pelo próprio companheiro no dia 4 de junho, no bairro Canaã.

Os familiares participaram tristes do sepultamento e pedem Justiça. A Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta terça-feira (14), no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió, o homem suspeito de esfaquear a jovem.

A mãe de Stephanye Thauany, Djane Souza da Silva, deu uma entrevista à TV Ponta Verde e disse que é preciso ser forte nesse momento delicado. “"Vai adiantar o quê? Se eu for desmoronar, a minha família vai desmoronar. A minha filha eu não tenho mais! Eu tenho que estar de pé. Alguém precisa estar de pé para cuidar da família”, ressaltou.

Na entrevista, ela frisou que não tem ódio, mas quer Justiça. “É uma sensação nunca vivida. O que foi feito com a minha filha, a brutalidade que foi feita com a minha filha... Eu não vou dizer para o senhor que eu vou desejar o mal para ele, não. Eu confio na Justiça. Se eu confio na Justiça, então eu espero da Justiça. Eu não quero que matem, esfolem, isso e aquilo, não. Jamais! Eu não fui criada com ódio no coração, eu não fui criada com ira no coração”, ressaltou.

“A minha filha, antes de falecer, voltou para os caminhos do Senhor. Deus, Ele deu 30 dias para a minha filha se desculpar, se perdoar e voltar para os caminhos d'Ele. A minha família 'morreu' no dia 4 de junho, e Deus deu vida à minha filha. No dia 14 de junho, minha filha fez 29 anos. No dia 13 de julho, minha filha veio a óbito. No dia 30 de junho, a minha filha voltou para os caminhos do Senhor”, relatou Djane Souza da Silva.

Ela finalizou a entrevista à TV Ponta Verde lamentando a morte. “Eu não consigo ter um pingo de ódio da pessoa que fez isso. Eu não tenho. Eu confio na Justiça. Eu sei que a Justiça está aí. Ela pode demorar, mas ela chega. Infelizmente, é a minha filha que está presa, porque ninguém vai trazer a vida da minha filha de volta. Ninguém. Infelizmente", concluiu.