Tia que salvou recém-nascida de sequestro será indiciada; entenda o motivo
Daniela Beatriz será indiciada pelos crimes de calúnia e difamação qualificada contra uma profissional da maternidade
'Não tinha intenção de prejudicar ninguém', foi o que disse Daniela Beatriz, tia da recém-nascida que sofreu uma tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Ela será indiciada pelos crimes de calúnia e difamação qualificada contra uma profissional da unidade, segundo a delegada Amanda Bezerra, da Polícia Civil do Piauí.
Segundo a delegada, Daniela utilizou as redes sociais para publicar uma foto expondo o rosto e nome de uma enfermeira, na imagem ela aponta a profissional como ‘a outra mulher que ajuda' a investigada na tentativa de sequestro. Segundo o delegado Hugo Alcântara, a investigação aponta que a suspeita de tentar raptar a recém-nascida, Auricélia Rocha, agiu sozinha, sem envolvimento de ninguém da maternidade.
Ainda segundo e delegada, Amanda Bezerra, esta não foi a única publicação feita pela tia da recém-nascida, no processo são citadas outras publicações. A exposição teria atingido a honra e a reputação da envolvida.
Após a divulgação das imagens, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PI) expediu uma nota e manifestou preocupação.
Ao g1, Daniela Beatriz afirmou que a divulgação das imagens e afirmações nas redes sociais ocorreu após a tentativa de sequestro. A tia disse que tentou expor o que acreditava ter acontecido e que a intenção era ajudar a esclarecer o caso.
"Se eu não tivesse divulgado essas fotos, colocado nas redes sociais e mencionado ela em algumas coisas que aconteceram, talvez nem tivesse tomado essa proporção tão grande", declarou.
"Naquele momento, eu estava passando por tudo aquilo e entendi que precisava mostrar o que estava acontecendo. Eu não tinha intenção de prejudicar ninguém, queria apenas que a situação fosse esclarecida", completou.
O g1 tenta contato com a profissional que solicitou a instauração do inquérito.
Tia foi ouvida por videoconferência
A delegada destacou que a mulher teria publicado uma imagem do rosto da supervisora da unidade no Instagram associando ela ao ocorrido. Outras publicações também foram citadas na investigação, segundo Amanda Bezerra.
"A supervisora da maternidade registrou o boletim de ocorrência e pediu a instauração do inquérito policial justamente por causa da ampla divulgação do nome dela. Ela não teve participação nenhuma nos fatos", disse a delegada Amanda.
Nota da defesa de Daniela Beatriz
Esclarecemos, em nome de nossa cliente, a Sra. Daniela Beatriz Pereira da Conceição, que as publicações por ela realizadas em suas redes sociais a respeito do episódio ocorrido na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina/Pl, no dia 06 de julho de 2025, envolvendo sua sobrinha recém-nascido, não tiveram, em nenhum momento o proposito de caluniar, difamar ou, de qualquer forma, prejudicar a honra ou a reputação de terceiros.
As manifestações então divulgadas decorreram do contexto imediatamente posterior a situação vivenciada por nossa cliente como ameaça, sob acentuado abalo psicológico, sem que dele se pudesse extrair propósito ofensivo em relação o qualquer profissional da instituição.
Diante disso, nossa cliente permanece a disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários, comprometendo-se a não mencionar, por qualquer meio, nome, imagem ou qualquer outro dado pessoal relacionado de quem nada tem a ver com esse episódio.
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