Polícia

Sargento da Marinha é alvo de buscas por suspeita de estupro de vulnerável em Maceió

Polícia apreendeu celulares, notebook e pen drives; investigação apura se há outras possíveis vítimas

Por Wanessa Santos 06/08/2026 12h12 - Atualizado em 06/08/2026 13h01
Sargento da Marinha é alvo de buscas por suspeita de estupro de vulnerável em Maceió
Mandado foi cumprido na residência do investigado, localizada na Vila Naval da Marinha, no bairro do Poço - Foto: Assessoria

Um sargento da Marinha do Brasil, de 34 anos, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Civil de Alagoas nesta quinta-feira (6), em Maceió. Ele é investigado pela suspeita de abusar sexualmente de uma adolescente de 17 anos durante uma corrida por aplicativo, em dezembro de 2025. A ação faz parte das investigações feitas pela Delegacia de Combate aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (DCCCA).

O mandado foi cumprido na residência do investigado, localizada na Vila Naval da Marinha, no bairro do Poço. Durante a operação, os policiais apreenderam aparelhos celulares, um notebook e pen drives, que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.

De acordo com a delegada Talita Aquino, responsável pelo caso, a adolescente havia solicitado uma corrida por aplicativo para voltar para casa após consumir bebida alcoólica. Segundo a investigação, ela se encontrava em situação de vulnerabilidade, circunstância que teria sido aproveitada pelo motorista para cometer o abuso.

Ainda conforme a delegada, a vítima relatou, à época, que não conseguia se lembrar com clareza do que havia acontecido durante a corrida. Apesar disso, a Polícia Civil afirma que reuniu elementos periciais que comprovam a ocorrência de relação sexual.

A investigação agora busca esclarecer se o suspeito fez outras vítimas. "Nossa preocupação é que existam mulheres que passaram por situações semelhantes e ainda não procuraram a polícia", afirmou Talita Aquino, ao pedir que eventuais vítimas registrem boletim de ocorrência para contribuir com as investigações.

O investigado nega o crime. Em depoimento, afirmou que, no dia dos fatos, estaria trabalhando na Marinha e sustentou que não praticou qualquer ato criminoso.

Segundo a Polícia Civil, o sargento já foi denunciado pelo Ministério Público. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento do caso, e o Poder Judiciário deverá analisar um eventual pedido de prisão preventiva do acusado.