Polícia

Mulher é condenada a 12 anos de prisão em regime fechado por matar sargento da PM em Maceió

O crime ocorreu em março de 2022, na residência do casal, localizada no bairro Cidade Universitária.

Por 7Segundos 06/08/2026 19h07
Mulher é condenada a 12 anos de prisão em regime fechado por matar sargento da PM em Maceió
Mulher condenada a 12 anos de prisão por matar o marido - Foto: Reprodução/Ascom

A Justiça de Alagoas condenou nesta quinta-feira (6) Josefa Cícera Nunes Flores a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de seu companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, na capital alagoana.

O crime ocorreu em março de 2022, na residência do casal, localizada no bairro Cidade Universitária. Josefa confessou ter efetuado o disparo de arma de fogo que tirou a vida do policial, mas sustentava a tese de legítima defesa.

Depoimento e contradições


Durante o julgamento, a ré prestou depoimento e apresentou uma versão divergente do que havia declarado ao longo do processo investigativo. Josefa alegou que o casal passou a noite em um bar e que a discussão começou no trajeto de volta para casa, motivada por ciúmes do companheiro.

Em seu novo relato, a acusada afirmou que chegou a adormecer no carro e que, após entrarem na residência, o casal teria feito uma "brincadeira" de roleta russa. Segundo ela, uma nova discussão começou cerca de 35 minutos depois, culminando no disparo efetuado para se defender.

A versão anterior sustentada por Josefa apontava que a discussão, a suposta roleta russa e o disparo teriam ocorrido simultaneamente durante uma luta corporal.

Contestação da defesa e veredito


As contradições foram exploradas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), que também contestou a narrativa da roleta russa. A acusação destacou a incompatibilidade técnica da alegação, ressaltando que a arma do crime era uma pistola — equipamento com mecanismo que não permite a prática, típica de revólveres.

Após a análise das provas e dos depoimentos, o Conselho de Sentença rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa e votou pela condenação da ré, fixando a pena final em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado.