Iprev diz colaborar com PF e afirma que investimentos seguiram ritos legais
Instituto também destacou crescimento do patrimônio previdenciário, que passou de R$ 400 milhões para mais de R$ 1,6 bilhão
Em meio à operação que a Polícia Federal realiza nesta segunda-feira (10) na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), o órgão afirmou que vem colaborando com as investigações e que os investimentos realizados seguiram os ritos legais e administrativos aplicáveis.
A ação ocorre no contexto das apurações envolvendo o Banco Master, instituição na qual o Iprev aplicou cerca de R$ 117 milhões entre 2023 e 2024. Até o momento, a PF não divulgou oficialmente detalhes sobre os alvos, o nome da operação ou os elementos que motivaram a ação desta segunda-feira.
A operação teria sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e conta também com a participação de integrantes da Controladoria-Geral da União (CGU). Ação ocorre no âmbito das investigações mais amplas sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e recursos de fundos previdenciários.
As apurações conduzidas pelas autoridades investigam possíveis fraudes relacionadas a recursos de fundos de previdência de diferentes órgãos públicos. Entre as suspeitas estão operações envolvendo empresas de fachada, notas fiscais falsas e outras formas de movimentação de recursos.
Iprev afirma colaborar com investigação
Em nota, o Iprev informou que “vem colaborando, desde o início, com as investigações”, prestando esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes.
O instituto também afirmou que os atos relacionados aos investimentos “observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis”.
Na manifestação, o órgão destacou ainda a evolução do patrimônio previdenciário. Segundo o Iprev, os recursos passaram de aproximadamente R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente.
O instituto afirmou que esse patrimônio garante a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a operação realizada nesta segunda-feira no Iprev de Maceió, e não havia informações oficiais sobre quais aspectos relacionados ao instituto estão sendo apurados.
NOTA
O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.
NOTA CRÉDITO E MERCADO
A Crédito & Mercado informa que teve conhecimento da decisão do ministro André Mendonça, com base na suposta investigação da polícia federal por meio da imprensa e entende que houve uma análise equivocada da documentação relacionada ao caso. O documento confunde APR (autorização de aplicação e resgate), que são documentos padronizados e administrativos que formalizam a operação. Os APRs não constituem de forma alguma pareceres técnicos, não representam recomendação de investimento e não refletem qualquer manifestação da Crédito & Mercado sobre aplicações financeiras. Esse modelo é disponibilizado pela secretaria, e é um documento simples que o RPPS emite e foi criado justamente para evitar fraudes financeiras.
No caso do investimento no Banco Master, a Crédito & Mercado jamais foi procurada pelo IPREV Maceió para realizar análise técnica, não emitiu parecer e não recomendou a operação. Ainda assim, não se sabe o motivo, mas o decisão atribui à empresa um papel que ela nunca exerceu, associando-a a uma decisão da qual não participou e sobre a qual jamais foi consultada e não possui nenhuma responsabilidade nisso. Trata-se de uma interpretação errada e falsa dos documentos, que produz uma narrativa incompatível com os fatos e causa grave prejuízo à reputação da empresa. A companhia se defenderá para demonstrar que não houve nenhuma participação das letras do Banco Master tanto a título consultivo e muito menos decisório. E assim que tiver acesso aos autos, a Crédito & Mercado apresentará todos os esclarecimentos necessários.
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