El Niño pode ser um dos mais fortes já registrados desde 1950
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento persistente e acima da média das águas superficiais do Pacífico
Previsão aponta possibilidade de anomalia de 2,5°C ou mais nas águas do Pacífico; fenômeno pode provocar mudanças importantes no regime de chuvas e temperaturas no Brasil.
O fenômeno El Niño deste ano pode alcançar uma das maiores intensidades já registradas desde 1950. A projeção indica a possibilidade de as temperaturas das águas do Oceano Pacífico Equatorial atingirem anomalia igual ou superior a 2,5°C, condição associada a episódios classificados como muito fortes.
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño muito forte nos trimestres setembro-outubro-novembro, outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento persistente e acima da média das águas superficiais do Pacífico Tropical. Essa alteração na temperatura do oceano interfere na circulação atmosférica e pode modificar o comportamento das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões do planeta.
No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Entre os impactos normalmente associados ao fenômeno estão o aumento das chuvas no Sul e condições mais secas e temperaturas elevadas em áreas das regiões Norte e Nordeste.
De acordo com o Inmet, os primeiros reflexos do episódio já foram observados na Região Sul, onde houve registro de chuvas muito acima da média.
Nordeste exige atenção
Para o Nordeste, a evolução do El Niño merece acompanhamento principalmente por sua possível influência sobre a distribuição das chuvas. Episódios intensos do fenômeno podem favorecer redução das precipitações em determinadas áreas, embora os impactos dependam também da atuação de outros sistemas oceânicos e atmosféricos.
A intensidade projetada aumenta a necessidade de monitoramento das atualizações meteorológicas nos próximos meses, especialmente pelos possíveis efeitos sobre agricultura, abastecimento de água, geração de energia e ocorrência de temperaturas extremas.
O Inmet acompanha a evolução das condições oceânicas e atmosféricas e deve atualizar periodicamente as projeções sobre o comportamento do fenômeno.
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