Justiça

Acusado de matar e estuprar criança em Branquinha vai a júri nesta terça (18)

Réu também responde por ocultação de cadáver

Por 7segundos, com assessoria 17/08/2026 15h03 - Atualizado em 17/08/2026 15h03
Acusado de matar e estuprar criança em Branquinha vai a júri nesta terça (18)
Ana Cecília dos Santos Silva tinha nove anos - Foto: Arquivo pessoal

O réu Victor Emanuel Silva de Souza, acusado de uma série de crimes de extrema gravidade praticados contra Ana Cecília dos Santos Silva, de nove anos, no município de Branquinha, em 21 de janeiro de 2025, será julgado nesta terça-feira (18), Fórum Ministro Pedro da Rocha Acioly, em Murici. O Ministério Público do Estado de Alagoas participará do júri, sustentado a acusação por homicídio qualificado de criança, estupro e ocultação de cadáver.

O réu será submetido ao Tribunal do Júri, em sessão que terá a atuação da promotora de Justiça, Ilda Regina Reis, da Promotoria de Justiça de Murici, responsável pela acusação em plenário. Um adolescente também está envolvido no caso.

O MPAL sustentará que Victor Emanuel Silva de Souza deve responder pela prática de quatro crimes: homicídio qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

No homicídio, a acusação aponta quatro qualificadoras: emprego de meio cruel; utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima; prática do crime contra menor de 14 anos; e ocultação do corpo para assegurar a impunidade de outro crime.

Além do homicídio, o réu responderá por estupro de vulnerável, por conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com menor de 14 anos; ocultação de cadáver; e corrupção de menor, por corromper menor de 18 anos, praticando com ele infração penal.

Durante o julgamento, Ilda Regina Reis apresentará aos jurados as provas produzidas durante a investigação e a instrução processual, buscando a responsabilização do acusado pelos crimes já acima mencionados.

Adolescente já cumpre medida socioeducativa


O caso também envolve um adolescente, que já recebeu medida socioeducativa pelo período de três anos pela prática de atos infracionais correspondentes aos crimes de homicídio e estupro. Por ser adolescente à época dos fatos, ele respondeu as acusações conforme as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).