Polícia Científica de Alagoas confirma identidade de criança encontrada morta em Branquinha
Menina desapareceu durante cinco dias e o corpo foi encontrado em área de difícil acesso
O Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Maceió divulgou nesta quinta-feira (13), o laudo de identificação do cadáver de uma criança encontrada em Branquinha, zona da Mata Alagoana. Após a coleta do DNA e a comparação com o material genético da mãe da vítima, foi comprovado que o cadáver é de Anna Cecíllya dos Santos Silva, de 9 anos.
Carmélia Miranda, perita criminal, afirmou que algumas dificuldades foram encontradas para a realização do exame desse caso, pois a decomposição do cadáver pode afetar as moléculas de DNA, seja pelo tempo ou por substâncias degradantes. Mas a extração do material genético das amostras coletadas do corpo da menina foi suficiente para o exame, cujo confronto deu resultado positivo.
A perita criminal ainda explicou que outras amostras seguem em análise no Laboratório de Genética para confirmar se há a presença de material genético masculino no corpo da menina, para confirmar se a vítima sofreu algum tipo de violência sexual. Por se tratar de uma técnica minuciosa, o exame demanda mais tempo.
“Em casos de estupro, a detecção de material genético do agressor torna-se mais rara quando a janela de tempo entre o fato criminoso e o exame de conjunção carnal é maior. Como sempre, estamos empenhados em conseguir o resultado positivo, apesar do avançado estado de decomposição que o corpo se encontrava”, afirmou Miranda.
O corpo da criança havia sido liberado por ordem judicial, apenas com requisição de sepultamento. Com a confirmação positiva do exame, o Instituto Médico Legal poderá emitir a declaração de óbito para que a família possa emitir a certidão.
Anna Cecíllya desapareceu no dia 21 de janeiro, após sair da casa onde morava com a mãe, o padrasto e os irmãos, para brincar. O corpo da criança foi encontrado cinco dias depois (26 de janeiro), em uma área de difícil acesso e coberto por vegetação densa, enterrado em uma cova rasa.
O local foi periciado pela perita criminal Jana Kelly, do Instituto de Criminalística de Maceió, e em seguida encaminhado para o Instituto Médico Legal da capital. O exame cadavérico no corpo revelou que a criança apresentava lesões com indicativos de violência física.
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