Alagoas

Greve agrava atrasos e aumenta incerteza sobre entregas em Alagoas

Paralisação por tempo indeterminado preocupa consumidores que já aguardavam encomendas e pode ampliar o acúmulo de objetos postais

Por 7Segundos 11/09/2026 16h04
Greve agrava atrasos e aumenta incerteza sobre entregas em Alagoas
Correios - Foto: Correios/Divulgação

A greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada nesta sexta-feira (11) em Alagoas, aumentou a preocupação de consumidores que já enfrentavam atrasos na entrega de encomendas. A paralisação foi aprovada por unanimidade pela categoria e seguirá por tempo indeterminado.

Moradora do bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, Maria Gorete afirma que comprou um produto antes do início do movimento, mas a encomenda ainda não chegou. “Comprei um produto e ele já estava atrasado. Com a greve, não sei quando receberei”, relatou.

A situação expõe as dificuldades enfrentadas por quem depende do serviço postal no estado. Durante a greve, o acúmulo de cartas e encomendas nos centros operacionais pode ampliar os prazos de entrega. Mesmo depois do encerramento da paralisação, a normalização poderá levar algum tempo, dependendo do volume represado.

O risco é maior para moradores de municípios do interior, onde existe menor oferta de transportadoras privadas e as distâncias tornam a distribuição mais demorada. Pequenos comerciantes que vendem pela internet também podem ser afetados por cancelamentos, pedidos de reembolso e reclamações de clientes.

Até o momento, não foram divulgados oficialmente o número de encomendas acumuladas, a quantidade de trabalhadores que aderiram ao movimento nem uma relação das agências afetadas em Alagoas. Também não existe estimativa oficial do prejuízo econômico provocado pela paralisação.

Mobilização em Maceió


Na manhã desta sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL) realizou uma manifestação em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas, no Tabuleiro do Martins.

A greve foi deflagrada após a categoria rejeitar uma proposta de reajuste salarial de 0,87%. Segundo os trabalhadores, a inflação considerada nas negociações chegou a 4,35%. Eles também reivindicam a manutenção do plano de saúde e a preservação da gratificação de férias.

Em nota, os Correios informaram que acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para tentar manter os serviços e reduzir os impactos aos consumidores. Entre as medidas estão remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e adoção de ações logísticas específicas.

A empresa, entretanto, não informou quais serviços estão funcionando normalmente em Alagoas nem apresentou previsão para a regularização das encomendas já atrasadas.

Enquanto não houver acordo, consumidores como Maria Gorete continuarão sem saber quando receberão os produtos adquiridos. A principal dúvida agora é quanto a greve aumentará o tempo de espera e quanto tempo os Correios precisarão para eliminar o estoque acumulado após a retomada do trabalho.