Delegado explica como quadrilha invadia condomínios de luxo em Maceió
Segundo Thiago Prado, suspeitos levantavam informações sobre moradores, hackeavam o acesso à portaria eletrônica e verificavam se os apartamentos estavam vazios
O delegado Thiago Prado explicou como funcionava o esquema utilizado pela quadrilha investigada por furtos em condomínios de luxo na Ponta Verde, em Maceió. Segundo ele, os suspeitos levantavam informações sobre moradores de alto poder aquisitivo e identificavam os imóveis por meio de sistemas que comercializam dados na internet.
Na sequência, os criminosos baixavam o aplicativo da portaria eletrônica do prédio e conseguiam acessar o sistema se passando por moradores. “Eles conseguiram baixar o aplicativo da portaria eletrônica do edifício, hackear o acesso, fazendo login com o morador. E por aqui, eles conseguem ver tudo e abrir, inclusive, a portaria do prédio”, explicou.
Segundo o delegado, antes do furto, um dos suspeitos ainda ia até a portaria e interfonava para o apartamento escolhido para confirmar se havia alguém no imóvel. “Um dos bandidos foi na portaria interfonar para o apartamento-alvo, a fim de confirmar que aquele local estaria vazio naquele momento”, relatou.
Após confirmar que o apartamento estava vazio, os criminosos retornavam ao condomínio utilizando o acesso obtido pelo sistema. Eles então entravam nos imóveis e furtavam objetos de valor, como bolsas e joias.
Um dos investigados, de 38 anos, foi preso no domingo (20), em Feira de Santana, na Bahia. Segundo Thiago Prado, o suspeito possui outras passagens por crimes semelhantes. “Possui diversas passagens por esse tipo de crime”, afirmou.
O delegado também alertou para a necessidade de reforçar a segurança dos sistemas de portaria remota, com mecanismos como a autenticação em dois fatores.
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