Justiça

Justiça nega recurso e mantém condenação de policiais por morte de Davi Silva

O julgamento de apelação ocorreu nesta quarta-feira (23)

Por Maurício Silva 23/09/2026 16h04 - Atualizado em 23/09/2026 17h05
Justiça nega recurso e mantém condenação de policiais por morte de Davi Silva
Júri do caso Davi Silva - Foto: Ascom MP/AL

O recurso apresentado pela defesa dos quatro policiais condenados pelo desaparecimento e morte do adolescente Davi da Silva foi negado, por unanimidade, pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). O julgamento da apelação, em Maceió, encerrou nesta quarta-feira (23), e a Câmara Criminal decidiu manter a condenação definida pelo Tribunal do Júri.

As defesas dos militares Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Nayara Silva de Andrade, Vitor Rafael Martins da Silva, e de Eudecir Gomes de Lima haviam recorrido da decisão do Júri. Eles já foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e tortura.

A sessão que analisou o recurso apresentado pela defesa tinha sido marcada para 2 de setembro, mas foi realizada apenas nesta quarta-feira (23), 21 dias depois.

Penas mantidas


Com a decisão mantida nesta quarta-feira, permanecem as penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri:

Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, um mês e três dias de reclusão;

Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, quatro meses e 13 dias de reclusão, além de um ano, 11 meses e 14 dias de detenção por tortura;

Nayara Silva de Andrade: 24 anos, quatro meses e 13 dias de reclusão, além de um ano, 11 meses e 14 dias de detenção por tortura;

Vitor Rafael Martins da Silva: 21 anos, nove meses e 13 dias de reclusão, além de um ano, sete meses e 11 dias de detenção por tortura.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), os três policiais militares perderam os cargos e Nayara Silva de Andrade, que já era ex-militar, foi impedida de exercer qualquer função pública. O adolescente Davi da Silva foi morto no dia 25 de agosto de 2014, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.