Justiça suspende rádios e perfis em ação que apura favorecimento eleitoral
Medida atinge emissoras e contas nas redes sociais na reta final da campanha em Alagoas
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da programação de emissoras de rádio e de perfis nas redes sociais no âmbito de uma ação que investiga suposto uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral em Alagoas.
A medida atinge veículos ligados às empresas Fundação Quilombo, Alagoas Comunicação, Rádio Paraíso, Agora Alagoas e LBA/T82. A ação sustenta que rádios, sites e páginas nas redes sociais teriam sido utilizados de maneira desproporcional para beneficiar uma candidatura e atingir adversários políticos.
No caso das emissoras de rádio, um dos pontos analisados envolve o fato de a radiodifusão funcionar mediante outorga pública. A legislação eleitoral estabelece limites para impedir tratamento privilegiado ou discriminatório de candidatos durante o período eleitoral.
Segundo os elementos apresentados na ação, a estrutura investigada envolve diferentes outorgas de rádio e televisão e empresas que teriam atuação integrada na produção e distribuição de conteúdo.
A investigação também analisa as relações administrativas e societárias existentes entre as empresas, seus dirigentes e pessoas que ocuparam cargos públicos.
Relações entre empresas são investigadas
Documentos apresentados no processo apontam conexões entre dirigentes das empresas de comunicação e pessoas que exerceram funções na administração pública e em gabinetes políticos.
A Fundação Quilombo, uma das empresas alcançadas pela decisão, também aparece entre as organizações analisadas pela Justiça Eleitoral por sua estrutura administrativa e pela relação entre seus dirigentes.
Outro ponto levantado no processo é a concentração de diferentes outorgas e veículos dentro de uma mesma estrutura de comunicação.
A Justiça Eleitoral deverá analisar se essa estrutura foi utilizada para produzir uma cobertura desproporcional durante a campanha e se houve abuso do poder dos meios de comunicação.
Histórico também entrou na ação
A atuação de alguns dos veículos citados já foi objeto de processos eleitorais anteriores.
Segundo a ação, empresas do grupo foram alvo de decisões durante as eleições de 2022 relacionadas ao tratamento dado a candidatos durante a programação.
Na campanha de 2026, conteúdos publicados por veículos e páginas ligados à estrutura também foram questionados judicialmente.
Entre as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral estiveram determinações para retirada de publicações e concessão de direito de resposta em conteúdos considerados irregulares.
A nova decisão ocorre a poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
O processo continuará sendo analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre as acusações de uso indevido dos meios de comunicação e eventual abuso de poder durante a campanha.
Veja também
Últimas notícias
Casos de violência contra a mulher são registrados no fim de semana em Maceió
Coligação aciona Justiça após estruturas contra JHC serem espalhadas em Maceió
TRE-AL mantém Instagram de Renan Filho no ar, mas determina remoção de vídeo
Justiça suspende rádios e perfis em ação que apura favorecimento eleitoral
Iniciativas pioneiras mudam comunidades e ampliam oportunidades em Maceió
Homem é preso após agredir e ameaçar de morte mãe e irmã em Palmeira dos Índios
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
