Política

Alunos denunciam cartazes contra Flávio Bolsonaro no Ifal de Marechal Deodoro

Estudantes enviaram imagens ao 7Segundos; denúncia ocorre após polêmica na Ufal e esclarecimentos do MPF

Por 7Segundos 10/10/2026 08h08 - Atualizado em 10/10/2026 08h08
Alunos denunciam cartazes contra Flávio  Bolsonaro no Ifal de Marechal Deodoro
Os registros não esclarecem a autoria dos cartazes nem eventual autorização da direção - Foto: Cortesia

Estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Marechal Deodoro, denunciaram ao 7Segundos a presença de cartazes contra o bolsonarismo nas dependências da instituição. Os alunos que enviaram as imagens afirmam discordar da exposição dos materiais. As fotografias mostram mensagens sobre Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Jair Bolsonaro. Em uma delas, o ex-presidente aparece com um símbolo de proibição e a frase “Não dê nem água”. “Até no banheiro tem cartazes assim”, relatou uma estudante. Os registros não esclarecem a autoria dos cartazes nem eventual autorização da direção.

A situação se soma aos casos noticiados pelo 7Segundos na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). No campus A.C. Simões, em Maceió, o professor Gérson Alves publicou um vídeo questionando cartazes políticos. Na sexta-feira (9), o juiz eleitoral Ygor Vieira Figueiredo intimou o reitor Josealdo Tonholo a retirar propaganda eleitoral das estruturas da instituição na capital, com prazo de 48 horas. O portal também recebeu fotografias de cartazes contra Flávio Bolsonaro no campus Arapiraca. 

Em esclarecimento divulgado na sexta-feira, o Ministério Público Eleitoral afirmou que manifestações políticas espontâneas de estudantes e professores são protegidas pela liberdade de expressão, inclusive quando favoráveis ou contrárias a candidatos. Segundo o órgão, cartazes políticos não constituem automaticamente propaganda irregular: é necessário avaliar finalidade, origem e eventual ligação com campanhas, observando as restrições à propaganda em bens públicos. O MPF ressaltou que divergências não autorizam intimidações e abriu dois procedimentos preliminares para apurar o episódio envolvendo a tentativa de retirada de cartazes na Ufal de Arapiraca, sem antecipar responsabilidades.