Política

Professor universitário critica cartazes políticos espalhados na Ufal

Gérson Alves também questionou a legalidade das manifestações

Por Maurício Silva 09/10/2026 11h11 - Atualizado em 09/10/2026 12h12
Professor universitário critica cartazes políticos espalhados na Ufal
Alguns cartazes fazem menção direta a Bolsonaro - Foto: Reprodução

O professor universitário alagoano Gérson Alves publicou um vídeo criticando cartazes políticos espalhados no campus A.C. Simões, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na parte alta de Maceió. O docente postou o vídeo nesta quinta-feira (8) e também questionou a legalidade dos conteúdos. Ele diz que as manifestações ultrapassam a liberdade ideológica e fazem referências diretas ao candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e a seus aliados. Um dos cartazes traz a mensagem: “Bolsonaro Mata”.

Gérson Alves é indígena e leciona as disciplinas Análise do Comportamento e Bases Biológicas. Ele percorreu alguns lugares do campus, no bairro Cidade Universitária, e criticou os cartazes de cunho político na Ufal. No vídeo, o professor mostrou cartazes com críticas ao senador fluminense e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato Flávio Bolsonaro.

O docente mostra materiais associando o candidato e o grupo político a símbolos do nazismo alemão e a acusações de pedofilia. O professor também mostra que o candidato a vice-presidente, o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL), também é alvo das manifestações.


Gérson Alves começa o vídeo questionando a legalidade de algumas manifestações. “Eu estou aqui dentro da Universidade Federal de Alagoas, onde, por lei, é proibido fazer campanha específica para candidato X ou para candidato Y... Algumas coisas são proibidas por lei, você não pode fazer campanha dentro de uma instituição pública federal para candidato A ou B, mas não é isso que a gente vê por aqui dentro da universidade”, afirmou.

No cartaz que mostra Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, o docente classifica a manifestação como grave. “Vem o ponto mais grave aqui pegando o vice do Bolsonaro em uma acusação, que já está mais do que esclarecida que não houve, mas associando ele diretamente à pedofilia. Isso é absurdo!”, mostrou.

O professor ressaltou ainda que, se um universitário se manifestar de forma contrária, corre o risco de sofrer retaliação. “Se um aluno tenta se manifestar contrário, ele é perseguido, ele é detonado, ele é esculachado pelos outros”, disse.