Investigação aponta que mandante da morte de Joba transferiu dinheiro após crime
Os acusados vão à júri popular.
A investigação sobre o homicídio do coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, de 33 anos, aponta que o suposto mandante, transferiu dinheiro ao executor do crime apenas três horas após o assassinato. Os acusados vão à júri popular.
De acordo com a investigação, Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque teria contratado Symeone Batista dos Santos para organizar o assassinato, que custaria R$10 mil, e parte do pagamento foi feita no dia do acordo, enquanto imagens de câmeras de segurança e dados bancários corroboram a movimentação financeira suspeita. Symeone Batista dos Santos seria o intermediador.
Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque também comprou passagens aéreas para sair de Alagoas no dia do crime, mas ele teria desistido após a repercussão do caso, deixando dispositivos eletrônicos com um amigo, o que pode ser utilizado como evidência em seu julgamento.
Os dois réus foram pronunciados por homicídio doloso qualificado, com as qualificadoras de pagamento e motivo torpe. A decisão foi proferida pelo juiz Yulli Roter Maia e publicada na última quinta-feira (29). O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados.
O crime
Johanisson Carlos Lima Costa foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto caminhava em direção a um ponto de ônibus, no bairro Santa Lúcia, parte alta de Maceió. O crime aconteceu em janeiro de 2026.
Na ocasião, Joba seguia para embarcar em uma van com destino ao Centro de Treinamento Ninho do Galo, onde trabalhava com as categorias de base do CRB.
As investigações apontaram que o assassinato teria sido planejado em dezembro de 2025. Em depoimento à polícia, Symeone relatou a participação de Ruan na articulação do crime.
Imagens de câmeras de segurança também ajudaram a polícia a identificar Symeone, que teria auxiliado na fuga do atirador após os disparos
.Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque se apresentou à polícia três dias depois do assassinato. Com a decisão de pronúncia, os dois acusados deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri.
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