Justiça

Caso Joba: Justiça mantém prisão de suspeito de mandar matar supervisor do CRB

Ruan Carlos é apontado pela polícia como mandante do assassinato do ex-coordenador do CRB

Por Gabrielly Farias 06/10/2026 17h05 - Atualizado em 06/10/2026 18h06
Caso Joba: Justiça mantém prisão de suspeito de mandar matar supervisor do CRB
Ruan, suspeito de ter encomendado a morte de Joba (à esquerda), e a vítima, Johanisson Carlos Lima Costa, (à direita) - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e manteve a prisão preventiva do acusado de envolvimento na morte de Johannison Carlos Lima Costa, conhecido como Joba. O crime aconteceu em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Ruan é apontado como mandante do assassinato, que teria sido motivado por ciúmes da ex-noiva da vítima. O casal estaria tentando reatar o relacionamento.

De acordo com a decisão judicial, Ruan teria planejado uma fuga ao comprar uma passagem aérea para o mesmo dia do homicídio. Ele teria desistido de embarcar após a repercussão do crime.

A investigação também aponta que o acusado teria contratado Symeone Batista dos Santos por R$ 10 mil para participar da execução. Ainda segundo a apuração, Ruan teria feito uma transferência bancária ao suspeito cerca de três horas após o assassinato.

O crime


Joba, de 32 anos, foi morto na manhã de 23 de janeiro de 2026, na Avenida Manoel Afonso de Mello, no bairro Santa Lúcia. Ele seguia a pé para o Centro de Treinamento Ninho do Galo, onde trabalhava, quando foi abordado por um homem em uma bicicleta e atingido por um disparo na cabeça.

Segundo a investigação, outros envolvidos teriam participado do planejamento e monitorado a ação, com uma motocicleta preparada para a fuga.

Inicialmente, a polícia chegou a investigar a possibilidade de latrocínio, mas a hipótese foi descartada após nenhum pertence da vítima ter sido levado. Imagens de câmeras de segurança também auxiliaram no avanço da investigação.

Com o andamento das apurações, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou a motocicleta utilizada na fuga e chegou aos suspeitos de executar o crime.

Segundo a Polícia Civil, três suspeitos de participação na execução morreram durante um confronto com policiais militares no bairro Clima Bom. Uma pistola e dois revólveres foram apreendidos na ocorrência e encaminhados para perícia.

As investigações também descartaram a participação de Letícia Luzia de Oliveira Moura, ex-noiva de Joba e apontada como possível motivação para o crime.