Politicando
Allan de Jesus é investigado por gastos abusivos em eventos patrocinados pela Prefeitura de Porto de Pedras
Segundo investigação do Ministério Público, a distribuição de peixes e o carnaval de 2025 foram superfaturados
O prefeito de Porto de Pedras, Allan de Jesus (MDB), está sendo investigado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) por superfaturar contratos de eventos patrocinados com dinheiro público. O órgão abriu três inquéritos civis para acompanhar o caso.
O pacote de investigações do MP abrange três áreas principais onde foram detectados indícios de irregularidades: Carnaval, distribuição de pescado e festa em homenagem às mulheres.
O inquérito busca apurar o suposto superfaturamento e a má gestão dos recursos destinados à organização do Carnaval "Porto Folia 2025"; a promotoria investiga um possível dano ao erário público no contrato de compra de peixes para a população, com suspeita de valores inflados; e as celebrações voltadas ao público feminino também entraram no radar por indícios de contratações públicas acima do preço de mercado.
Com a instauração dos inquéritos civis, o Ministério Público inicia agora uma fase de coleta rigorosa de provas. A Prefeitura deverá entregar cópias de todos os contratos, notas fiscais e processos licitatórios.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis podem responder por improbidade administrativa, o que pode resultar em multas e até a perda de direitos políticos.
Ao 7Segundos, a Prefeitura de Porto de Pedras disse que acompanha as investigações, mas que ainda não irá se pronunciar de maneira oficial.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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