Caramujos africanos são vetores de diversas doenças, alerta bióloga da Sesau
Bruna Mesquita ressalta que o período chuvoso favorece a reprodução deste molusco terrestre
Originário do Leste da África e introduzido no Brasil, o caramujo africano é motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública. Isso porque, conforme a bióloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Bruna Mesquita, além de causar impactos ambientais e econômicos, esse molusco terrestre transmite doenças como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.
Reconhecido como uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, o caramujo africano está presente em pelo menos 23 estados brasileiros, incluindo Alagoas. Ele é encontrado facilmente nos municípios com clima quente e úmido, principalmente nos quintais, hortas e jardins, além dos terrenos baldios.
Bruna Mesquita explica que o caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica, não possui predadores naturais no Brasil e, por isso, toda a atenção deve ser redobrada. “A limpeza e o manejo correto dos quintais, jardins e terrenos baldios representam a melhor forma de evitar a infestação deste molusco terrestre", orienta.
Remoção
Quanto à remoção do local onde ele for encontrado, a bióloga da Sesau explica que este processo pode ser feito de forma manual, desde que sejam observadas as medidas de segurança adequadas. De acordo com ela, é necessário usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para afastar o risco de contrair alguma doença transmitida por ele.
“As pessoas devem usar botas e luvas de borracha e colocar os caramujos africanos em um recipiente, a exemplo de um balde. Na sequência, deve ser jogada água sanitária e o recipiente deve ser fechado, deixando os moluscos por um período de 24 horas. Após esse período, eles devem ser descartados em via seca e o líquido do balde descartado pelo sistema de esgoto”, explica Bruna Mesquita.
Contato
Em caso de contato com o caramujo africano, a bióloga da Sesau recomenda observar o aparecimento de sintomas como febre e mal-estar. "Caso estes sintomas surjam após contato com esse molusco, o recomendado pelas autoridades de saúde pública é procurar a unidade de saúde mais próxima”, salienta Bruna Mesquita.
A bióloga da Sesau destaca, entretanto, que crianças, idosos e imunosuprimidos são mais vulneráveis ao desenvolvimento de quadros graves das doenças provocadas pelo caramujo africano. “Os moradores de residências com crianças, idosos e pessoas com problemas no sistema imunológico devem ficar particularmente atentos à presença destes animais e procurar atendimento médico com rapidez para garantir um diagnóstico precoce e maiores chances de sucesso no tratamento e recuperação”, recomenda Bruna Mesquita.
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