Diário do Sertão
Assassinatos de crianças com requintes de crueldade pode levar Maravilha decretar toque de recolher
E o recente assassinato da menina Ana Clara Firmino da Silva, de 12 anos, morta a facadas pelo namorado, na noite da sexta-feira, dia 2, na cidade de Maravilha, Sertão de Alagoas, reacendeu a discussão sobre políticas públicas de segurança.
O prefeito do município, Antônio Jorge Rodrigues (Republicanos), o 'Nino', anunciou a intenção de adotar medidas mais rigorosas para prevenir futuros incidentes, entre elas a possibilidade de implementar um toque de recolher na cidade, medida que será discutida em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil.
Reconhecida como a Capital Alagoana da Paleontologia, a população de Maravilha, que todos os anos recebe vários turistas, ainda chora pelas mortes de outra duas crianças, todas assassinadas com requintes de crueldade.
Em agosto de 2020 a vítima foi a menina Ana Beatriz Rodrigues Rocha, de seis anos. Ela foi sequestrada pelo desempregado Edvaldo dos Santos, o 'Santinho', que a levou para casa, onde após estuprá-la e matá-la, colocou o corpo em um saco de lixo e escondeu no telhado de casa. O acusado, que era vizinho da criança, foi julgado e condenado a 35 anos, sete meses e seis dias de prisão, em regime fechado. A menina foi levada durante a madrugada, no momento que estava sozinha nas ruas, enquanto a mãe bebia com vizinhos, entre eles o próprio assassino da filha.
Em janeiro de 2021, a vítima foi a menina Brenda Carollyne Pereira da Silva, de cinco anos, que morava com a mãe no povoado São Cristóvão, zona rural do município.
A criança foi morta golpeada pela própria mãe, a dona de casa Josimare da Silva, de 30 anos, que, de acordo com relatos, sofria transtornos psiquiátricos e teria tido um surto no momento do ataque à filha.
A menina, segundo a polícia, teve parte da língua e olhos arrancados com uma tesoura.
No momento que os policiais chegaram a residência, flagraram a mãe rezando ao lado do corpo da filha.
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