Diário do Sertão
Para manter os 'indicados', prefeitura deve anunciar concurso com pequeno número de vagas
Reduto da família Wanderley, Cacimbinhas, município pobre do Agreste alagoano, padece dos mesmos problemas de outras cidades do Estado, principalmente as contratações sem concurso público, em especial para as áreas da saúde, educação e infraestrutura. São diversos os trabalhadores, que sem instabilidade em seus temporários empregos, recebem no máximo um salário mínimo.
Mas a chamada por alguns de 'farra dos apadrinhamentos' pode estar com seus dias contados.
Após várias denúncias, o promotor de Justiça de Cacimbinhas, Izelman Inácio, de Cacimbinhas, instaurou um Procedimento Administrativo que irá acompanhar e fiscalizar os preparativos do município para a realização de um concurso. Para isto, uma portaria foi publicada no Diário Oficial do MP no último dia 30 de abril
Em janeiro deste ano, o representante do Ministério Público de Alagoas (MPAL), esteve reunido com o prefeito do município, Vaval Wanderley (MDB), quando discutiram a necessidade do certame, a quantidade de vagas e o impacto na folha de pagamento.
Com a instauração do Procedimento Administrativo, a Promotoria deve oficiar a prefeitura, que terá um prazo de dez dias para encaminhar informações detalhadas sobre os estudos em andamento ou já concluídos sobre os cargos vagos e ocupados no quadro administrativo.
Porém, assessores do prefeito tem especulado que diante de ser um município pobre, o número de vagas a serem ofertadas para o concurso será a mínimo possível.
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