Diário do Sertão
Prefeito gasta cerca de R$ 4 milhões em festas e impõe população sobreviver sem água em casa
Uma gestão que gastou nos últimos anos cerca de R$ 4 milhões com as contratações de bandas, cantores, palcos e na organização de festas e priva parte da população pobre do município de ter água em suas casas, tornando-as reféns da “indústria do carro-pipa”.
A realidade enfrentada pela população rural do município de Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas, volta a ser exposta.
O vereador Maikon Vieira, que também é professor no município, tem usado seu primeiro mandato para denunciar o que ele chama de “afronta a dignidade humana”.
Em uma recente postagem em sua rede social, o político mostrou a realidade enfrentada por diversas famílias que moram nos povoados Cava Ouro, Serrotinho e o antigo povoado Lixão. As localidades estão a menos de 3km do Canal do Sertão, mas para terem água em casa as pessoas são obrigadas a pagarem, em média, R$ 650 por cada carro-pipa, que são abastecidos no Canal do Sertão.
Destaca-se que no ano passado a Justiça Eleitoral da 51ª Zona declarou a ex-prefeita de Senador Rui Palmeira, Jeane Moura, e o atual prefeito João Carlos Rodrigues (MDB), o “Joãozinho” inelegíveis por oito anos. A decisão, assinada pelo juiz Elielson dos Santos Pereira, também determinou a cassação dos mandatos de Joãozinho e do vice-prefeito Allysson Feitosa.
Segundo a sentença, baseada em Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), os gestores cometeram abuso de poder político e condutas vedadas durante o período eleitoral.
Entre as irregularidades apontadas estão a participação de “Joãozinho” na entrega de prêmios em eventos esportivos, a pintura de prédios públicos na cor de sua campanha (amarelo) e o uso de ações assistenciais para promoção da candidatura.
Apesar de ter se filiado ao MDB apenas em fevereiro de 2024, o prefeito teria promovido sua imagem com o objetivo de viabilizar a eleição, configurando abuso de poder.
A decisão também determina que a Câmara de Vereadores seja comunicada para cumprir a cassação, a realização de novas eleições e a aplicação de multa de R$ 31.930,00 a Jeane Moura e Joãozinho.
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