Pequenos empresários já podem pedir crédito com juros mais baixos e maior prazo para pagar
Interessados no Pronampe, programa de ajuda a pequenas e médias empresas, devem procurar instituições bancárias
A partir desta segunda-feira (25), interessados em contratar empréstimos pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) já podem procurar as instituições financeiras. Criado há pouco mais de dois anos para socorrer empresários durante a pandemia de Covid-19, o programa oferece empréstimos a pequenas empresas com juros mais baixos e prazo maior para começar o pagamento.
O dinheiro pode ser usado para investimentos como aquisição de equipamentos ou realização de reformas e para despesas operacionais, como salário dos funcionários, pagamento de contas e compra de mercadorias. É proibido o uso dos recursos para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios do negócio.
Desde sua criação, o Pronampe passou por várias mudanças. Em junho do ano passado, o programa tornou-se permanente e, mais recentemente, incluiu MEIs (microempreendedores individuais) e empresas de médio porte. A última mudança foi feita em junho deste ano por uma portaria publicada pela Receita Federal. A norma determina a necessidade do compartilhamento de informações sobre o faturamento do pequeno negócio. Após esse procedimento, o empresário pode negociar o empréstimo com a instituição financeira de sua preferência.
Acesso e regras
Podem pleitear o empréstimo microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano, pequenas empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões, e as de médio porte com faturamento de até R$ 300 milhões.
Pelas regras do programa, a companhia que optar pelo financiamento deve manter o número de empregados por até 60 dias após a tomada do crédito. O valor do empréstimo pode ser de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019.
No caso de negócios com menos de um ano de funcionamento, o limite do financiamento é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal.
Todas as instituições financeiras, públicas e privadas, autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem operar a linha de crédito. Os empréstimos têm a garantia, pela União, de até 85% dos recursos.
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