No Brasil, oito milhões sofrem com a endometriose: A doença pode comprometer a qualidade de vida da mulher
Profissionais de saúde ressaltam a importância do acesso ao diagnóstico da doença e tratamento.
A cantora Anitta passou, no último dia 20, por uma cirurgia para tratamento de uma endometriose — doença que acontece quando o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, 70% de todas as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são mulheres.
No Brasil, oito milhões sofrem com a endometriose. Abrão, que também é chefe do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da USP de São Paulo, acredita que um dos caminhos para melhorar a saúde feminina é o avanço contínuo da pesquisa sobre a doença e das técnicas de cirurgia minimamente invasiva.
A dor, que compromete a qualidade de vida da mulher, é um dos sintomas mais comuns da endometriose. Além disso, dificuldade para engravidar também pode acontecer em pessoas com a doença.
Os principais sintomas são: cólicas intensas durante o período menstrual, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias na fase da menstruação, além de infertilidade.
Como é feito o diagnóstico e tratamento da endometriose
De acordo com estudos, quando se faz o diagnóstico da endometriose, estima-se que a doença já esteja se manifestando há 3 até 12 anos.
“Até 20% das mulheres podem ser assintomáticas. O que atrasa o diagnóstico é a normalização da dor, que muitas vezes é confundida com constipação intestinal, alterações musculares e infecciosas”, afirma a ginecologista Márcia Mendonça, coordenadora da equipe multidisciplinar de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado por exames laboratoriais e de imagem.
No tratamento clínico, podem ser indicados analgésicos, anticoncepcionais e DIU (dispositivo intrauterino) de hormônio para interromper a menstruação e controlar os sintomas. Caso não haja uma resposta adequada do organismo ou existam nodulações nas áreas afetadas, é preciso considerar a cirurgia como uma alternativa.
O tratamento cirúrgico é feito com a retirada de lesões ou de todo o útero (quando não há intenção de engravidar). “O mais importante é a individualização do tratamento, considerando a idade do paciente e o desejo ou não de engravidar”, diz a médica.
Últimas notícias
União Progressista oficializa candidaturas de Lira ao Senado e de Nivaldo e Antonio Albuquerque à reeleição
Motociclista morre ao colidir violentamente contra poste no município de Estrela de Alagoas
Arapiraquense percorre 63 km em dois dias na Maratona Internacional de Maceió
Jovem vítima de tentativa de feminicídio em São Miguel dos Campos morre no HGE em Maceió
Lula diz que eleitor terá de escolher entre votar nele ou agredir mulheres durante convenção do PT
Alagoas convoca 14 delegados nomeados para exame admissional nesta segunda
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
