Caso Gabriel Lincoln ganha recepercussão nacional; PM fala em legítima defesa, mas provas contestam
Versão apresentada não é 100% fidedigna, aponta perícia
O depoimento do sargento Alex dos Santos, responsável pelo disparo que matou o adolescente Gabriel Lincoln, de 16 anos, em Palmeira dos Índios, voltou a repercutir após ser exibido pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record. O caso, ocorrido no agreste de Alagoas, ganhou dimensão nacional pela gravidade das circunstâncias e pelas versões contraditórias apresentadas.
Segundo as investigações, Gabriel foi atingido nas costas durante uma perseguição policial. O adolescente, que estudava pela manhã e ajudava a família à noite em um quiosque de pizzas, conduzia a moto do pai quando se assustou ao avistar a viatura da Polícia Militar. Ele acelerou e acabou sendo perseguido até ser baleado.
No depoimento, o sargento Alex relatou que atirou em legítima defesa. Ele afirmou que o jovem estaria armado com um revólver calibre 38. “Eu identifiquei o motoqueiro. Ele passava, furava o sinal vermelho e, logo em seguida, deu uma pequena empinada na moto. Aí a gente começou o acompanhamento ao cidadão”, disse. Questionado sobre a suposta arma, completou: “Eu vi nitidamente que ele estava armado, por isso empurrei o rapaz da moto. Eu escutei o som do disparo, mas, na minha cabeça, foi um negócio tão prolongado”.
A versão apresentada pelo militar, no entanto, foi contestada por familiares e testemunhas. Doze pessoas relataram detalhes que contrariaram os policiais. A maioria afirmou ter ouvido apenas um disparo. Já o laudo residuográfico feito nas mãos do adolescente mostrou que não foram encontrados resíduos compatíveis com o uso de arma de fogo.
Diante das contradições, o Ministério Público de Alagoas apresentou denúncia contra o sargento por homicídio qualificado, na forma de dolo eventual, sustentando que ele assumiu o risco de matar e não deu chance de defesa à vítima.
O processo segue em tramitação, enquanto a família de Gabriel afirma que vai continuar lutando para provar a inocência do adolescente.
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