Maternidade em Palmeira dos Índios pode colapsar por falta de médicos e atraso de repasses
Além disso, a situação se agravou após a unidade passar a receber pacientes de outros municípios
A crise na saúde materno-infantil em Alagoas acendeu um alerta grave em Palmeira dos Índios. Um documento oficial aponta que a Maternidade Santa Olímpia enfrenta risco iminente de colapso assistencial, principalmente devido à falta de profissionais médicos e à ausência de repasses financeiros.
O ofício, encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde, revela que a unidade opera atualmente com equipe reduzida, abaixo do necessário para garantir atendimento seguro às gestantes e recém-nascidos. A principal dificuldade está na contratação e manutenção de médicos obstetras, o que compromete diretamente a escala de plantões e a continuidade dos serviços.
Segundo o documento, desde 2022 não vêm sendo realizados os repasses do programa PROMATER — recurso de responsabilidade do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) — o que tem provocado um desequilíbrio financeiro significativo na unidade.
Sem esses recursos estaduais, a maternidade enfrenta dificuldades crescentes para manter equipes completas e garantir o funcionamento adequado dos atendimentos.
Além disso, a situação se agravou após a unidade passar a receber pacientes de outros municípios, ampliando significativamente a demanda sem a correspondente ampliação de investimentos. A sobrecarga tem elevado o risco de interrupção parcial ou até total dos atendimentos obstétricos.
O hospital classifica o cenário como “extremamente preocupante” e alerta para impactos diretos à saúde de gestantes, parturientes e recém-nascidos caso não haja intervenção imediata.
Diante da gravidade, a direção da unidade solicitou apoio urgente das autoridades de saúde da região e do próprio Estado para a regularização dos repasses e adoção de medidas emergenciais que evitem o colapso da assistência materno-infantil em Palmeira dos Índios.
O 7Segundos contatou a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno sobre os questionamentos encaminhados.
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