Lula diz ser contra transição longa para fim da 6x1: 'É brincar de fazer'
Governo quer votação rápida da proposta que prevê redução da carga horária sem corte salarial
O presidente Lula (PT) disse hoje ser contra uma transição longa para o fim da escala de trabalho 6x1, atualmente em debate no Congresso Nacional.
O que aconteceu
A pauta tem avançado na Câmara, mas há um impasse sobre possíveis contrapartidas aos empresários. Na mesa, chegou a ser colocada uma nova desoneração na folha de pagamento — proposta já descartada pelo Ministério da Fazenda — e um possível tempo de transição, para que a carga horária seja diminuída aos poucos, algo a que o petista tem resistido.
"Não dá para aceitar ficar quatro anos, para fazer meia hora por ano, uma hora por ano... Aí é brincar de fazer redução", disse Lula. A fala foi feita ao vivo, no programa Sem Censura, da TV Brasil. A proposta debatida é baseada no modelo chileno, com quatro anos para a diminuição de 44 para 40 horas semanais.
A tramitação deve ser concluída já na semana que vem. Nesta terça, o presidente da Câmara, Hugo Motta (RepublicanosPB), afirmou que a Casa fará um "esforço concentrado" para aprovar o texto após a votação na comissão especial. A regra de transição segue como principal ponto de impasse.
Segundo Lula, o tema será debatido em uma reunião com Motta na próxima segunda (25). "Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então tem que negociar", disse Lula.
Não há, no entanto, acordo prévio com o Senado. Segundo Motta, a Casa vizinha deve dar prioridade ao tema assim que a votação for concluída na Câmara, mas ele disse não ter combinado nada com o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Interessado no ânimo do brasileiro
Para Lula, quanto antes o projeto for aprovado, melhor. Entre governistas, a aposta é o projeto impactará diretamente no ânimo do trabalhador, com mais tempo livre, porém sem diminuição salarial — para que isso sinta efeito sobre seu governo, no entanto, teria de ser aprovada com aplicação imediata, o que tem sofrido resistência.
Não por acaso, o presidente tem jogado a pressão para o Legislativo. "É o seguinte: está o projeto de lei [no Congresso], vota contra quem quiser. Mas vamos mostrar para o povo quem é quem nesse país. O dado concreto é que será um benefício para a saúde e para a educação", afirmou o presidente.
Últimas notícias
Daniel Barbosa é reeleito deputado federal com mais de 100 mil votos
Lula é o mais votado para presidente em Arapiraca no primeiro turno
Veja quem são os 27 deputados estaduais eleitos por Alagoas em 2026
Apoiadores de JHC se reúnem em comitê para comemorar vitória em Maceió
Erika Hilton se torna a mulher mais votada na história da Câmara
Raquel Lyra é reeleita governadora em Pernambuco no primeiro turno
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
