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Polícia investiga se caminhoneiro preso levava crack em Palmeira dos Índios

Substância encontrada no caminhão foi encaminhada para perícia; investigação também apura uso de drogas, analisa imagens de videomonitoramento e aguarda resultado do exame toxicológico do motorista.

Por Erick Balbino/7Segundos 23/07/2026 10h10 - Atualizado em 23/07/2026 10h10
Polícia investiga se caminhoneiro preso levava crack em Palmeira dos Índios
Caminhão envolvido no acidente com servidora - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas investiga se a substância apreendida no caminhão conduzido por Marcos Aurélio Pelakoski, preso pelo atropelamento que resultou na morte da servidora pública Tamara Silva de Oliveira, de 32 anos, em Palmeira dos Índios, é crack. O material foi recolhido durante os procedimentos policiais e encaminhado para perícia, que deverá confirmar sua composição.

Natural de Mato Grosso, Marcos Aurélio foi identificado como o motorista do caminhão envolvido no acidente. Conforme as investigações, ele prestava serviço no município de Minador do Negrão e afirmou, em depoimento, que havia se deslocado até Palmeira dos Índios para comprar água e gás.

A versão apresentada pelo caminhoneiro, entretanto, é alvo de apuração. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a viagem tenha tido outra finalidade e investiga a suspeita de que ele tenha ido ao município para adquirir entorpecentes.

Durante a inspeção no veículo, os policiais localizaram papelotes contendo uma substância semelhante ao crack. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística, onde passará por exames periciais.

Além disso, o motorista foi submetido a exame toxicológico, cujo resultado ainda não foi divulgado. O laudo deverá contribuir para esclarecer se havia consumo de substâncias que possam ter influenciado sua condução no momento do acidente.

Outro elemento analisado pela investigação são as imagens do sistema de videomonitoramento da Prefeitura de Palmeira dos Índios. Os registros mostram o caminhão circulando pela cidade instantes antes da colisão e indicam que o veículo seguia em zigue-zague pela via. As gravações já foram entregues às autoridades e integram o inquérito.

Segundo o chefe de operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, testemunhas afirmaram que, logo após descer do caminhão, Marcos Aurélio teria dito a um homem que havia consumido "arrebite", medicamento estimulante utilizado por alguns caminhoneiros para reduzir o sono durante viagens.

Apesar desse relato, o motorista negou à polícia ter ingerido qualquer tipo de substância. Em seu depoimento, também apresentou uma versão diferente para o ocorrido, alegando que teria sido vítima de um assalto e que outra pessoa assumiu a direção do caminhão. A informação, porém, contrasta com os depoimentos de testemunhas, que afirmam que ele conduzia o veículo sozinho.

Na quarta-feira (22), Marcos Aurélio passou por audiência de custódia, quando a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ele foi autuado por homicídio doloso e deverá ser transferido para a Casa de Custódia nesta sexta-feira (24).

Relembre o caso

O acidente ocorreu na manhã da última terça-feira (21), na Avenida Rotary, no bairro Palmeira de Fora, em Palmeira dos Índios. Tamara Silva de Oliveira, servidora da Secretaria Municipal de Educação, conduzia uma motocicleta quando foi atingida pelo caminhão.

Com o impacto, a motociclista foi arrastada e ficou presa sob o veículo. O caminhão ainda derrubou postes e atingiu a fachada de uma clínica veterinária. A vítima morreu antes da chegada do socorro.

Após o acidente, agentes da Guarda Civil Municipal localizaram e prenderam o motorista, que foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do acidente e concluir o inquérito.