Professor Abel
Perdeu pra si mesmo: Uma análise breve das eleições na capital alagoana

As eleições municipais em 2016 trouxeram à Alagoas algumas surpresas surpreendentes (com redundância e tudo), e também algumas previsões foram confirmadas. O fortalecimento do PSDB já relativamente esperado e a vertiginosa queda do PT já eram previsíveis frente à situação nacional sangrada com o impeachment de Dilma. Mas sem dúvida, o que mais chamou atenção foram os números alarmantes de abstenções, votos brancos e nulos.
A eleição resolvida em segundo turno na capital deixou claro o quanto o povo de Maceió estava insatisfeito com os projetos políticos levados a segunda fase do pleito na capital. Com 19,96% o maceioense demonstrou nas urnas o reflexo de uma eleição marcada pela difamação e pelo lamaçal que foi largamente usado como tática para angariar votos.
Cícero Almeida demonstrou certa imaturidade nessa campanha, perdeu tempo, atacou, mentiu e foi facilmente rebatido pelo adversário, e isso foi visto ouvido e debatido entre diversos setores. Na televisão essa realidade era tão clara que ficava difícil distinguir de quem era o tempo de propaganda, pois no de Cicero só se falava de Rui, do que ele provavelmente fez de ilícito, e até do que ele não fez durante os quatro anos de gestão. Definitivamente a eleição de Cícero parecia não ter vindo pra ser séria, pois até o principal jingle de campanha caiu nas graças do povo para a “zueira” dos memes de internet. Mesmo demonstrando erros graves na administração em áreas como saúde e educação, Rui fez uma campanha mais amena, e isso acabou dando uma vantagem a ele, tanto que se elegeu com tranquilidade.
Mas sem dúvida, o que chama atenção com força absurda é o alto nível de abstenções sentido nesse pleito. Sirlene 48 anos e pedagoga, Emanoela 29 anos e estudante universitária, são eleitoras de universos diferentes e ainda assim tiveram uma opinião afim, anularam o voto, pois não se viam representadas nessa eleição municipal. Ambas se recusaram a ter que seguir a regra do “menos pior” e tinham críticas contundentes aos dois nomes em disputa.
Um fato é inquestionável: A campanha de Cícero estava ficando cada dia mais feia e a cada tentativa de alavancar seu nome, a equipe se afundava mais em erros infantis e grotescos. Rui usou uma campanha mais popular e periférica, caiu nas graças do povo e faturou mais quatro anos de mandato. Maceió esteve sem opção real de um debate político. Além dos caciques antigos da política alagoana, esteve distante de um projeto a altura da beleza e do potencial da capital da terra dos marechais.
Sobre o blog
Thiago Abel, mas podem me chamar apenas de Abel. Professor, e inquieto por natureza. O objetivo do blog é observar o que de fato importa no cotidiano do povo arapiraquense e tudo que influencie em nossas terras.
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