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Mesa Diretora comenta decisão que suspende reajuste dos salários dos vereadores de Arapiraca

07/02/2017 11h11
Mesa Diretora comenta decisão que suspende reajuste dos salários dos vereadores de Arapiraca

A Câmara Municipal aprovou no penúltimo dia de dezembro de 2016 o texto da Lei nº 3.239/2016, produzindo a partir de janeiro de 2017. A presidente da Casa Herbene Melo, vereadora Graça, recebeu o blog Politicando para comentar a decisão da 4ª promotoria de Justiça de Arapiraca, que suspende o reajuste de 20% nos vencimentos dos salários dos vereadores.

“Recebemos com a maior tranquilidade a recomendação do MPE/AL, mesmo porque ao assumir a casa legislativa no dia primeiro de janeiro deste ano, eu já sabia dos problemas que iria enfrentar como presidente da Câmara Municipal de Arapiraca, principalmente nos termos financeiros e como conhecedora dos trâmites da casa, sabia que os nossos salários é vinculado ao da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas e como o da Casa de Tavares Bastos não havia sido sancionado não estaria em vigor. Baseado nisso, houve uma reunião com todos os vereadores e nós assinamos um termo de renúncia e os nossos salários serão igual ao de 2016”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Arapiraca.

De acordo com a Mesa Diretora, já foi encaminhado para o doutor Napoleão Amaral Franco, no mês passado, a lei que aumenta os nossos salários, junto com os nossos salários e o termo de renúncia. “Em janeiro deste ano, os vereadores já receberam os salários com os mesmos vencimentos de 2016 sem o reajuste. Mesmo assim, já estou respondendo nesta sexta-feira (03), ao MPE/AL a resposta da recomendação que eles nos enviou no dia 27 de janeiro.

Na opinião da vereadora Graça, o reajuste que foi proposto pela Câmara Municipal de Arapiraca não pode ser considerado inconstitucional. Acompanhei o pronunciamento do promotor quando ele disse que o reajuste tem um vício formal, mas que ele não ia entrar no mérito. “A constituição é muito clara quando diz que municípios de 100 a 300 mil habitantes, o vereador deverá receber 50% dos salários dos deputados. É um direito constitucional, somos nós que aumentamos os nossos salários e só podemos aumentar a cada quatro anos, se vota em uma legislatura para outra”, finalizou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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