Politicando
Arapiraca será decisiva e entrará definitivamente na rota do cenário político do Estado
Saiba porque Arapiraca irá ser decisiva para as pretensões dos políticos alagoanos
A maior cidade do interior de Alagoas e dona do segundo maior colégio eleitoral do estado, com 135. 998, sendo 55,27% formado por mulheres, voltará ao centro das atenções e será decisiva no cenário político para as pretensões daqueles que pretendem lançar os seus nomes para o governo, senado, deputado estadual e federal. Estamos falando de Arapiraca.
A Capital do Agreste de Alagoas atraiu às atenções do cenário político alagoano nas eleições municipais de 2016. Com a eleição de virada, que entrou para a história do município, de Rogério Teófilo (PSDB). O tucano assumiu a dianteira do pleito faltando apenas três urnas. Sabemos que as eleições do ano passado trouxe à tona a rivalidade entre dois grandes partidos, o PMDB dos Calheiros e o PSDB, ligado diretamente ao ex-governador Téo Vilela.
O grupo ligado ao Clã Calheiros pretendia eleger os seus candidatos nos principais municípios alagoanos. Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios e Pilar. Entretanto, os resultados das urnas nessas cidades frustrou o PMDB.
O PSDB, que saiu fragilizado nas eleições 2014, deu a volta por cima e elegeu em 2016 prefeitos tucanos, nos dois maiores municípios do Estado e voltou a mostrar a sua força no cenário político de Alagoas.
É sabido que o ex-governador, Téo Vilela, irá disputar o seu retorno para o Senado Federal. O tucano terá três nomes de peso no cenário político e terá como principais adversários: Renan Calheiros (PMDB), Biu de Lira (PP) e Marx Beltrão.
Renan Calheiros, que indicou Eunício Oliveira (CE), como o atual presidente do Senado Federal, declarou recentemente que se a bancada quiser irá ser o presidente do PMDB. O certo mesmo é que o senador irá tentar a reeleição em 2018.
O ministro do Turismo e deputado federal licenciado Marx Beltrão, confirma que em 2018 será candidato a senador.
Marx é filiado ao PMDB e comanda mais dois partidos: PRB, cujo presidente é seu primo, prefeito de Jequiá e presidente da AMA, Marcelo Beltrão, e o PSD onde está filiado o seu pai, deputado estadual João Beltrão.
Em recente entrevista para o blog Politicando, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) ainda não definiu se irá tentar a reeleição para a Casa de Tavares Bastos ou se lançará candidatura para a Câmara Federal para ser o representante de fato de Arapiraca em Brasília.
“Acredito que ainda seja muito cedo para esse tipo de definição. No momento, estou concentrado no meu mandato e em fazer um bom trabalho na Assembleia Legislativa de Alagoas para continuar merecendo a confiança do alagoano no cargo que eu venha a disputar”, afirmou o tucano.
O certo mesmo é que a segunda maior cidade de Alagoas será decisiva e entrará definitivamente na rota do cenário político do Estado. Arapiraca deve ser colocada como prioridade para as pretensões políticas daqueles que irão lançar os seus nomes para as eleições 2018.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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