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Vereador arapiraquense sofre na pele por não ser atendido em unidade de saúde

29/03/2017 11h11
Vereador arapiraquense sofre na pele por não ser atendido em unidade de saúde

O vereador Willomaks da Saúde (PRP) reclamou, na última terça-feira (28), de uma situação constrangedora que aconteceu no Centro de Referência Integrado de Arapiraca (Cria) quando precisou de atendimento médico. O edil foi barrado, teve a sua ficha confiscada pelo diretor da unidade, que atende pelo nome de Nicolas, e não foi atendido em unidade de saúde da maior cidade do interior de Alagoas.

“Não sei como um vereador que contribuiu com a saúde pode ser barrado por questões políticas. A minha ficha foi confiscada pelo diretor do Cria. Estou indignado com essa situação. A saúde é um direito de todos. Isso não pode acontecer. Não tirei a vaga de nenhuma pessoa", disse o vereador.

"Nós estamos representando a sociedade civil. Ao tomar conhecimento de que havia uma ficha para atendimento em nome de um vereador, levou a mesma para a sua sala, obrigando o parlamentar a argumentar, que estaria ali porque estava necessitando de cuidados médicos”, acrescentou.

Inaugurado em 2009, o Centro de Referência Integrado de Arapiraca (Cria) oferta serviços de odontologia com várias especializações, incluindo atendimento odontológico a pacientes portadores de necessidades especiais. São oferecidos tratamento para pacientes com tuberculose e hanseníase. O Centro conta com atendimento em pneumologia, cardiologia, oncologia pediátrica, nutrição, entre outras especialidades. Os atendimentos são voltados para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O vereador revelou ainda que a situação poderia ter ocasionado um problema mais grave, mas que não irá processar o diretor do Cria. “Essa situação é reflexo de quem comanda a pasta. Vamos fazer o nosso trabalho para fiscalizar o serviço público que é oferecido aos arapiraquenses. A gente precisa saber o que está acontecendo com a saúde pública no nosso município. Irei pedir a secretária de saúde, Aurélia Fernandes, uma posição sobre o assunto”, desabafou.

Por sua vez, o vereador Moisés Machado ao ser solidário do o colega, fez questão de afirmar, que isso é fruto da colocação de pessoas que não tem a mínima condição de assumir determinados cargos, principalmente, porque não pertence a área e que estaria solidário com o colega Willomaks da Saúde.

A Professora Graça, como presidente do Poder Legislativo, disse que nesta quarta-feira (29), estaria mantendo um encontro com a secretária Aurélia Fernandes, mostrando o seu descontentamento com o fato, não porque tenha acontecido com um vereador, mas também porque não deve acontecer isso tipo de situação em um local que tem como obrigação. Cuidar da saúde da população.

Segundo a presidente, o pedido não é perseguição, revanchismo, mas o cumprimento do dever do vereador que é fiscalizar as ações da administração municipal.

A unidade de saúde ainda oferta exames de ultrassonografia, mamografia, vídeocolposcopia e eletrocardiograma para a população, juntamente com os atendimentos de assistência social e enfermagem. 

 

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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