Politicando
Renan parte para o ataque e está em rota de colisão com Temer
O presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o senador Renan Calheiros (PMDB) já não falam a mesma língua e estão em rota de colisão. Desde o começo deste mês, o senador passou atacar o chefe do executivo federal com duras críticas, principalmente voltadas para a área econômica.
Com esse racha, o PMDB está dividido. Renan Calheiros criticou as medidas para resgatar a economia do Brasil e revelou que o presidente não dialoga com os brasileiros.
Oficialmente, o parlamentar ainda não decidiu romper com o presidente da República. Entretanto, disparou mais uma crítica comparando Michel Temer com o período em que a seleção brasileira era treinada pelo Dunga, ex-técnico da Seleção brasileira. Renan disse ainda que o Brasil precisa de Tite para nos levar a um porto seguro.
Renan aproveitou para responder se havia rompido com Temer. "Rompimento, ainda não. O que está ficando claro são posições diferentes do PMDB e do governo. Conversei com o presidente Temer várias vezes, e ele chegou a perguntar se a agilização do julgamento da chapa Dilma-Temer do TSE iria ajudar na devolução da legitimidade. E eu disse: 'Sinceramente, acho que não. Acho que o que vai devolver a legitimidade perdida é acertar a mão, escalar melhor, jogar para frente'", contou.
Temer, por sua vez, montou uma operação para isolar Renan na liderança da bancada do PMDB no Senado.
O presidente vai criar um canal direto com os senadores peemedebistas. Sem Renan, Temer chamou ontem um pequeno grupo para conversar.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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