Politicando
Júlio Cézar tem dificuldade para encontrar um novo vice e aliados rejeitam o cargo
Dr Márcio pode não se manter no cargo por conta de crise na Saúde do município.
O Prefeito de Palmeira dos Índios está com dificuldades para encontrar um novo vice para disputar a reeleição. Júlio Cézar (PSB) enfrenta resistência das ruas e até mesmo do seu grupo político quando o assunto é o nome para substituir o médico e atual secretário de Saúde, Márcio Henrique (Cidadania), na formação da chapa situacionista.
Desde que assumiu a secretaria de Saúde, Dr Márcio tem perdido o apoio político e é acusado pela população de ter gerado um caos no sistema público de saúde. Áudios e vídeos com reclamações sobre a crítica situação da pasta circulam nas redes diariamente. A falta de médicos e medicamentos são as principais queixas.
O Presidente da Câmara Municipal, Agenor Leôncio (PSB) era a principal aposta para assumir o posto de vice-prefeito. Mas, em entrevista ao 7segundos, o vereador deixou claro que não tem interesse no cargo e que vai disputar a reeleição.
Júlio Cezar perdeu a credibilidade da população por fazer muitas promessas e não cumpri-las. Além disso, a atitude destemperada e desrespeitosa de atacar aqueles que criticam a sua gestão também fizeram a sociedade fazer uma reanalise sobre a necessidade de ele continuar na prefeitura. O gestor recebeu apelidos como “Rolando Lero” (personagem mentiroso da Escolinha do Professor Raimundo) e Imperador.
Ao que parece, ninguém quer arriscar ser o vice de um prefeito que só inaugura obras de gestões anteriores e até agora não mostrou uma identidade própria de sua gestão. Seus secretários são um misto das administrações de Albérico Cordeiro e James Ribeiro.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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