Politicando
Candidatura de Nezinho deixa ex-deputado na expectativa de reassumir mandato
Ronaldo Medeiros pretende voltar à Assembleia Legislativa.
O diretor-presidente da Arsal, Ronaldo Medeiros (MDB) tem trabalhado nos bastidores para fortalecer possíveis candidatos ao cargo de prefeito de alguns municípios alagoanos. O ex-deputado aguarda que alguns nomes sejam eleitos nessas eleições municipais para que ele tenha de volta sua cadeira na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
Medeiros é o primeiro suplente do MDB. No parlamento, alguns deputados da mesma legenda pretendem trocar o parlamento estadual pelo executivo municipal.
O ex-parlamentar está de olho nas eleições nos municípios de Arapiraca e Coruripe, onde Ricardo Nezinho e Marcelo Beltrão se colocam, respectivamente, como pré-candidatos. Porém, há grandes disputas nos campos jurídico e político que podem impedir a candidatura de ambos.
Em Arapiraca, o vice-governador e secretário de estado da Educação, Luciano Barbosa (MDB) mostrou interesse em voltar a comandar a prefeitura de Arapiraca. Com isso, acontece uma disputa interna entre Barbosa e Nezinho em busca do apoio do Palácio República dos Palmares.
Já em Coruripe, Marcelo Beltrão enfrenta resistência para sair do MDB e disputar a prefeitura do município contra seu primo Maykon Beltrão. Marcelo teria dito aos mais próximos que vai para a disputa “de todo jeito”. Se ele for derrotado nas urnas, também perderia o mandato de deputado por infidelidade partidária.
Enquanto nada se resolve, Ronaldo Medeiros continua focado no trabalho que tem devolvido a credibilidade da Nova Arsal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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