Politicando
Prefeito de Estrela leva “puxão de orelha” do Ministério Público por deslizes de Júlio Cézar
Fotos de aglomeração de pessoas em Palmeira foram usadas para justificar ato de recomendação administrativa.
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e a Defensoria Pública Estadual fizeram uma série de recomendações às prefeituras de Palmeira dos Índios e Estrela de Alagoas, sobre medidas preventivas ao coronavírus. A ação é uma consequência de vídeos e fotos que circulam nas redes sociais mostrando aglomeração de pessoas em diversos locais distintos de Palmeira, confirmando a falta de controle por parte da prefeitura do município.
No anexo da recomendação administrativa da Defensoria Pública consta fotos da feira-livre de Palmeira dos Índios, onde centenas de pessoas são expostas e não há a presença de nenhum órgão da Prefeitura para controlar a aglomeração.
Talvez prevendo o que poderia acontecer, o prefeito de Estrela de Alagoas, Arlindo Garrote (Progressistas), usou suas redes sociais para mostrar que o município tomou medidas de combate à Covid-19. Ele fez postagens provando que a feira-livre local, os atendimentos em postos de saúde e demais serviços essenciais tem seguido a risca os critérios de prevenção à doença.
Mesmo cumprindo todas as recomendações antes mesmo de ser notificado pelas autoridades, Arlindo Garrote acabou sendo responsabilizado pela ingerência administrativa do prefeito Júlio Cézar. O “puxão de orelha” feito ao prefeito de Estrela pode ser considerado desnecessário, mas já em Palmeira, expõe o caos administrativo na gestão do “filho da verdureira”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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